Washington - A Casa Branca continua a afirmar que faltam semanas para o anúncio do presidente Barack Obama sobre uma nova estratégia para a guerra no Afeganistão. Nos últimos dias, contudo, a imprensa americana informou, com as mais diversas fontes, que Obama aumentará efetivamente o número de soldados americanos no país.
Em mais um argumento a favor, o jornal “The New York Times”’ destaca que três dos principais conselheiros do democrata no tema - o secretário de Defesa, Robert Gates, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o almirante Mike Mullen, presidente da Joint Chiefs of Staff, comissão que reúne os mais graduados das Forças Armadas americanas - fazem campanha pela proposta de enviar ao menos 30 mil soldados como reforço aos 68 mil que já estão no país e que enfrentam o crescimento da insurgência do grupo islâmico Taleban no ano mais violento desde a invasão ao Afeganistão, em 2001.
Gates, republicano e um legado do governo Bush, é visto com muito respeito pelo presidente e deve, segundo o jornal, ter papel decisivo na escolha da nova estratégia. O porta-voz do almirante Mullen, capitão John Kirby, disse ao “NYT’’ que ele dá conselhos ao presidente em particular e não pode comentá-los.
Segundo o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama já reduziu a quatro o número de opções para a nova estratégia, mas não deu detalhes.
Segundo o jornal, a primeira opção inclui o envio de 20 mil a 25 mil soldados, outra pede cerca de 30 mil militares extras e a terceira segue o pedido do comandante das forças internacionais no Afeganistão, general Stanley A. McChrystal, com mais 40 mil soldados.
Ele questiona ainda se o aumento das tropas americanas no país vai compensar a urgência de se treinar uma força de segurança afegã eficiente. “Ele simplesmente não está convencido de que você pode ter uma estratégia de contrainsurgência duradoura se não há ninguém para quem entregá-la”, disse um dos participantes das diversas reuniões que Obama faz para debater o tema.
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Obama começa giro asiático pelo Japão
Nova York - O presidente dos EUA, Barack Obama, começa hoje sua primeira viagem à Ásia com o desafio de reavivar a influência americana na região. Nos últimos anos o país perdeu espaço, enquanto a China viu sua influência aumentar.
Jeffrey Bader, assessor de Obama para assuntos asiáticos, reforça que uma das mensagens do presidente durante a viagem é que os EUA são uma nação do Pacífico asiático. A preocupação não é em vão. A região recebe 25% das exportações dos EUA, que significam 1,6 milhão de empregos.
“Há alguma continuidade na política de (George W.)Bush para a região. O que realmente mudou é a dinâmica da Ásia que recebe agora o presidente, a economia mudou muito”, diz Evan Feigenbaum, do Council on Foreign Relations.