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Noroeste: Conselho rejeita dossiê e balanços terão auditoria

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

O Conselho Deliberativo do Noroeste decidiu que compete exclusivamente à polícia a apuração das denúncias sobre possíveis irregularidades na administração alvirrubra apresentadas em forma de um dossiê pelo ex-diretor de futebol do clube Vítor Hugo.

Em reunião, ontem à noite, no Complexo Alfredo de Castilho, os conselheiros entenderam que os documentos apresentados não eram conclusivos. Assim, descartaram a formação de uma comissão apuradora para investigar a veracidade das denúncias e também a contratação de auditores independentes.

Os nomes dos contadores Jair Vela e Roberto Alves “Bil” Barbosa eram cotados para fazerem a auditoria. Os profissionais se propuseram a fazer o trabalho sem custos ao clube. Por outro lado, os balanços de 2006, 2007 e 2008 do clube devem ser auditados.

O presidente do Conselho, Abel Abreu, explica que o órgão entende como desnecessária uma investigação por parte do Conselho Fiscal, uma vez que a Polícia Cívil já está no caso. “Propus ao Conselho o que eu vinha afirmando ultimamente. Eu achava que deveria ser designada uma comissão verificadora daquele dossiê e o resultado disso, fosse qual fosse, positivo ou negativo, deveria ser encaminhado para a Polícia Civil. Inclusive, propus a designação de dois auditores (Vela e Barbosa). Todavia, folheando os documentos apresentados pelo Vítor Hugo, o Conselho entendeu-os inconclusivos e decidiu que compete à Polícia Civil dar seguimento às apurações devidas, com o dossiê endereçado pelo Esporte Clube Noroeste àquela instituição, que já o havia requerido, ouvindo o próprio Vítor Hugo, já que não temos competência para ouvi-lo e indiciá-lo. Esta competência realmente é da Polícia Civil”, argumenta.

Abreu - que durante a reunião mostrou-se incomodado com as reportagens do JC sobre o dossiê, além de também criticar um dos repórteres responsável pela elaboração das mesmas notícias - entende que a Polícia Civil é quem dará o seguimento adequado ao caso. “A Polícia Civil, se quiser instaurar o inquérito policial, deve instaurar, se achar que os documentos são válidos e se prestam a isso. Caso contrário, o próprio relatório do delegado pode propor ao Ministério Público o arquivamento, se achar que os documentos não são prestáveis ao fins a que receberam a denúncia. Posteriormente, se o promotor achar conveniente, será instaurada uma ação penal. Aí compete ao juiz julgar, ouvindo as partes envolvidas e deslindar isso”, observa.

Segundo Abreu, a diretoria do Noroeste já encaminhou cópia dos documentos que integram o dossiê de Vítor Hugo ao delegado Dinair José da Silva, titular do 1º Distrito Policial e encarregado pelo delegado seccional, Benedito Antônio Valencise, de investigar o caso. Ainda segundo o presidente do Conselho, a decisão do órgão está de acordo com o estatuto do clube. “Se a Polícia Civil, que é o órgão oficial apurador, tomou a iniciativa de apurar, o Conselho Deliberativo só aplaude esta iniciativa da Polícia Civil, que é uma instituição séria e que naturalmente vai apurar devidamente isto”, aposta.

Auditoria

Se está descartada a atuação dos auditores no caso do dossiê, o Conselho Fiscal pretende contar com os serviços dos profissionais para uma auditoria nos balanços dos exercícios de 2006, 2007 e 2008 da gestão Damião Garcia, que já estariam de posse do órgão. Assim, a auditoria não abrangeria o período administrativo-financeiro denunciado no dossiê, o exercício de 2009, meses de abril a outubro. O presidente do Conselho Fiscal, Fernando Garmes, comenta que existe a possibilidade dos balanços, posteriormente, serem publicados.

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