O grupo multissetorial instituído pela prefeitura e que tem a vice-prefeita Estela Almagro (PT) no comando, responsável pelo desenvolvimento das ações do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Bauru, anunciou ontem que os imóveis aprovados para interessados da faixa salarial de 0 a 3 salários mínimos pode atingir até 3000, saindo dos 2040 indicados anteriormente.
Apesar disso, a dificuldade na concretização dos contratos, segundo o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), está no receio das construtoras com inadimplência na faixa de baixa renda.
Mas o grupo acredita que a situação pode ser revertida. Segundo informe distribuído ontem, cerca de 30 construtoras se cadastraram no programa. No entanto, o critério usado para aprovação das empresas foi a priorização das propostas que viabilizassem a distribuição das unidades residenciais entre diversas regiões da cidade. A intenção é evitar a necessidade de investimentos em equipamentos públicos (escolas, núcleo de saúde, etc) em locais distantes do que já está urbanizado.
Mas, para transformar os cadastros em ação, faltam terrenos a serem transferidos pelo poder público, em uma vertente do projeto, e a aprovação de contratos para até três salários mínimos em outra direção.
O grupo divulga a preparação de construções de 681 unidades em andamento através dos empreendimentos Residencial Monte Verde II, com 256 unidades; Empresa Maré com 160 unidades; Residencial Morada dos Buritis com 265 unidades. Não foi informado qual a faixa de renda para esses empreendimentos.
De outro lado, outros cinco empreendimentos, referentes a três empresas, também foram aprovados pelo grupo multissetorial e agora passam para a fase do cumprimento das exigências técnicas e burocráticas do programa, estes direcionados a faixa salarial de 0 a 3 salários, segundo o informe. São eles: Gecom com proposta de 390 unidades no Parque Bauru, Empresa Maré com 500 unidades e Casa Alta com 400 unidades.
“Este movimento demonstra o interesse por parte do setor imobiliário em participar do programa na cidade de Bauru, principalmente aos interessados dentro da faixa salarial de 0 a 3 salários mínimos, grupo este que recebeu o maior subsídio do governo federal, por ser o principal alvo do programa”, avalia a vice-prefeita, rebatendo a avaliação do prefeito.