Economia & Negócios

Cestas custam de R$ 39,00 a R$ 4 mil

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Superada a pior crise econômica dos últimos 80 anos, o comércio passa a vislumbrar boas oportunidades de negócio, neste final de ano. Diante da expectativa de o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro se expandir em torno de 9% no trimestre (padrão semelhante ao da China, país que mais cresce no mundo), os consumidores se deixam levar pelo clima de otimismo e adotam, na hora das compras, a lógica do “eu mereço algo melhor”.

Apesar de os produtos nacionais terem evoluído significativamente no quesito qualidade, existe uma forte tendência de que o Natal deste ano ser dominado pelos importados. Com a baixa do dólar (cotado, no câmbio de ontem, a R$ 1,728), as mercadorias estrangeiras passam a apresentar preços competitivos em relação aos similares brasileiros.

A oferta, este ano, deverá agradar a todos os gostos e bolsos. O Jornal da Cidade consultou supermercados e estabelecimentos especializados e constatou que as cestas de Natal (compostas por panetone, nozes, frutas e bebidas típicas) deverão custar de R$ 39,00 a R$ 4.000,00.

Pensadas para agradar todos os membros de uma família, as cestas têm seu preço influenciado pela qualidade dos produtos que a compõem. O valor do panetone, uma das guloseimas mais consumidas neste período do ano, chega a variar de R$ 5,90 a R$ 150,00 (esta soma mais cara se refere a um quitute com cerca de um quilo, fabricado na Itália).

“Neste ano, devido à queda do dólar, os importados ficaram mais competitivos, apesar dos altos impostos cobrados pelo governo. Hoje, é possível se encontrar panetones de qualidade, feitos na Argentina, por R$ 6,00”, afirma César Prando, sócio-proprietário de uma loja especializada em produtos importados, instalada em Bauru.

O preço do vinho, bebida considerada sinônimo de ceia de Natal, pode variar de R$ 18,90 a R$ 7.800,00, na cidade. No caso, estamos falando de produtos de qualidade feitos no exterior, sendo que o valor mais alto se refere a uma garrafa de Mouton Rotschild, fabricado na França, em 2005.

Já o preço mais baixo se refere a vinhos chilenos ou portugueses. “Hoje, por R$ 18,90, é possível se encontrar boas bebidas feitas no exterior. Embora os produtos nacionais tenham evoluído em termos de qualidade, ainda custam mais caro que os importados”, diz Prando.

Para termos de comparação, um bom vinho nacional não sai hoje por menos de R$ 40,00. Muito procurados por empresas, para integrar as cestas para clientes e funcionários, os uísques devem estar em alta neste Natal.

Os nacionais podem ser encontrados na fixa dos R$ 12,00 (a garrafa de um litro). Porém, de acordo com Prando, dificilmente um uísque brasileiro conseguirá chegar aos pés de um escocês, devido às características da água no país europeu.

O uísque mais caro de Bauru, o Blue Label Baccarat, da Jonnie Walker, dificilmente será encontrado em alguma cesta de Natal. Embalada em uma garrafa de cristal austríaco, a bebida não sai por menos de R$ 13 mil - e, convenhamos, um presente desses jamais poderia ser chamado de “lembrancinha”.

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