Política

Andreoli vai para o DAE e diz: “tenho carta branca”

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O novo presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) a partir de segunda-feira, o engenheiro André Luiz Andreoli, disse ontem à noite que vai assumir sua primeira função de comando em órgão público com liberdade para realizar mudanças: “tenho carta branca para realizar modificações na estrutura da autarquia, na formação da equipe e na decisão sobre os projetos”, disse.

Seu nome foi anunciado ontem à tarde pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru, o nome do novo presidente do DAE é empresário do ramo de comércio e manutenção em engenharia elétrica, mestre em engenharia industrial, graduado e pós graduado pelo campus da Unesp de Bauru e está concluindo o doutorado em engenharia elétrica, na USP de São Carlos.

André Luiz Andreoli comentou que tem lido sobre dificuldades enfrentadas pelo presidente cessante, Rafael Ribeiro, na condução da função. Mas como o mapeamento dos obstáculos já vinha sendo realizado pelo presidente municipal do PR, Fernando Monti, com quem conversou sobre sua indicação, Andreoli deve assumir o DAE como uma radiografia preliminar razoável. “Eu tenho carta branca para realizar as modificações e para montar a equipe. Vou me preocupar com a montagem de equipe em que a nomeação esteja desvinculada de caráter pessoal”, falou..

Conforme o prefeito, a indicação de Andreoli para a cargo foi de ordem técnica, “levando–se em conta as necessidades constatadas dentro da autarquia”. O PR foi quem escolheu o engenheiro para a função na autarquia, mantendo o controle do órgão na composição política com o atual governo que saiu vencedora das urnas na eleição de 2008.

Para o JC, André Andreoli disse, por telefone, que a experiência será nova em sua carreira. “Eu estou por fora das diretrizes do tratamento de esgoto. Como presidente vou ter de me inteirar, estudar o assunto. Sei da importância deste projeto para a gestão e para a cidade. Em se tratando de um programa onde o valor envolvido é grande, a maior contratação dos últimos anos pelo Poder Público local, tem de verificar a proposta com muito cuidado, seja como gestor e como cidadão”, disse.

Ele se refere à previsão de custo de R$ 100 milhões para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Distrito Industrial I, que já está sobre a mesa da presidência do DAE há 15 dias. “Isso exige cuidado redobrado. Vou analisar o projeto executivo que já está contratado para entender bem o processo e verificar alternativas. Até pelo custo e pela importância disso, vou sentar com calma, decidir sem pressa, com o tempo que este tipo de projeto exige”, contou.

Enquanto estuda a situação atual do DAE, o presidente já anunciou que serão feitas revisões referentes ao funcionamento da autarquia, o que inclui alterações no seu Conselho Administrativo. “André Andreolli tem plena autonomia para as mudanças necessárias”, reforçou o prefeito. A mesma autonomia, entretanto, Agostinho não deu, ou não exercitou, a Rafael Ribeiro na composição de sua equipe. Ribeiro foi aconselhado a não promover mudanças em funções de direção que contavam com a tutela do chefe do Executivo.

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