Economia & Negócios

Fusão do Pão de Açúcar e Bahia gera medo de demissão

Da Redação
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Com o objetivo de discutir as possíveis demissões causadas pela compra da rede de lojas Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar, está agendado para hoje um encontro entre os executivos das Casas Bahia e o presidente da Federação dos Empregados do Comércio do Estado de São Paulo, Luiz Carlos Motta, que acontecerá na cidade de São Caetano do Sul, sede da empresa varejista. Posteriormente, também será realizada uma reunião com os representantes do Grupo Pão de Açúcar, ainda sem data definida.

Esta é a primeira ação de uma campanha intitulada “Fusão sim, demissão não”, elaborada pela Federação Nacional dos Empregados do Comércio juntamente com a Força Sindical, que tem por objetivo garantir o maior número possível de empregos durante o processo de fusão.

Como segundo ato da campanha os trabalhadores receberão um boletim informativo paralelamente com os dirigentes sindicais de cada região, que ficarão incumbidos de propagar as idéias do movimento. A Federação enfatiza que aceita a fusão desde que os trabalhadores, tanto do Pão de Açúcar quanto das Casas Bahia, não paguem com o próprio emprego.

Quase seis meses após a compra do Ponto Frio, o Grupo Pão de Açúcar anunciou na sexta-feira passada a aquisição da rede varejista Casas Bahia.

Tido por alguns especialistas como a maior transação financeira deste ano, o acordo resultará na criação de um conglomerado com faturamento anual de R$ 40 bilhões, além de uma nova empresa, que concentrará as Casas Bahia, o Extra Eletro e o Ponto Frio, tornando-se detentora de 20% do mercado brasileiro de varejo de bens duráveis.

Porém, qualquer procedimento estrutural, tanto nas lojas do próprio Grupo quanto nas das Casas Bahia, só será efetivamente tomado dentro de, em média, três meses. Sendo assim, casos como o de Bauru, em que o Ponto Frio se localiza próximo à Casas Bahia, permanecerão estáveis até que seja definida uma posição do Pão de Açúcar com relação ao futuro das atividades dessas lojas.

Até o momento, o Grupo Pão de Açúcar, que também engloba as marcas Extra, CompreBem, Sendas e Assai, divulgou que as lojas das Casas Bahia que se localizarem em imóveis contíguos aos do Pão de Açúcar poderão ser unificadas e, neste caso, será adotada apenas uma das marcas. Outras possibilidades são a transferência de local ou o fechamento de uma das duas, dependendo da aceitação de cada uma delas pelos consumidores locais.

Ainda sobre essa questão, a equipe do JC entrou em contato com a assessoria de imprensa das Casas Bahia ontem, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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