Bairros

Alternativa e experimental

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Pós-punk, noise cru e música esquisita, com sonoridade marcial, dramática e aleatória. Esses são alguns dos conceitos que definem a Bonequinho, uma banda experimental de garagem surgida em 1993.

A banda é uma idealização adolescente do guitarrista e vocalista Aran Carriel, que inicialmente visava agregar textos, desenhos e esboços sonoros. “Comecei a banda quando tinha 13 anos, com a simples intenção de fazer música, não importava como. Desde então, a Bonequinho já passou por diversas transformações e sobrevive há 16 anos. Atualmente a banda é formada por três não-músicos: eu, Amandla (baixo e vocal) e Rafa (bateria)”, conta Aran.

Com o tempo a banda foi criando uma identidade bastante peculiar e se tornou conhecida dentro da condição underground e marginal em que pretende se encaixar, razão pelo quê não informa os nomes completos dos integrantes e não veicula fotografias que permitam a identificação total dos músicos. A improvisação autodidata em resultados extremos também é característica marcante da Bonequinho.

“Para mim, música é liberdade de expressão, por isso não precisamos escolher um estilo para tocar. É como o nome diz: banda de garagem experimental. Ensaiamos na minha casa, na Vila Cardia, e lá é o meu laboratório, posso testar tudo”, argumenta Aran, que garante que a vizinhança nunca reclamou do barulho. “O pessoal é bem bacana, e olha que ensaiamos no mesmo volume dos shows”, completa.

A multidisciplinaridade também faz parte da personalidade da Bonequinho. “Usamos tudo o que podemos para nos expressar: vídeos, textos, som, desenhos, entre outros. Para fazer arte vale tudo”, acrescenta Aran.

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