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União entre Jesus e o Papai Noel

Ângela Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Eu sempre fui aquela criatura que, na adolescência, unia colegas - de estilo ou temperamentos diferentes - em uma mesma turma. Também gostava de apreciar a união da minha cachorra Aline e os filhotes da minha gata Nika, brincando em plena harmonia. Recentemente, gostei muito de contar aos meus filhos que Papai Noel foi enviado por Jesus à Terra. Por que não? Por que o bom velhinho da lenda popular precisa ser a encarnação do demônio consumista? Não, precisava dar um jeito de unir esses dois conceitos, e o que encontrei foi exatamente o mesmo sentido da palavra ‘união’. O que Jesus fez em seu maravilhoso apostolado senão ensinar que as pessoas se unissem por amor umas às outras, como a si próprias? E o que fez Santa Claus – ou São Nicolau, bispo católico do século 3 dC - senão levar o amor em forma de presentes às crianças carentes, gerando a lenda do Papai Noel? Pois bem: aqui em casa, os diversos papais-noéis que trabalham encalorados pela cidade são exatamente enviados de Jesus para fazer a alegria das crianças e manter viva a chama do amor ao próximo, representada pelo presente de Natal. Aí você pergunta: quê? Pois é, gente.

Tive que unir o conceito do presente de Natal ao amor ao próximo e, conseqüentemente, ao ensinamento máximo do Mestre Amigo Jesus. Sim, porque comprar um presente pra alguém demanda tempo e atenção (o que será que o outro vai gostar? Eu gostaria se recebesse um presente assim?), ou seja, uma demonstração pura do amor ao próximo como a si mesmo. “Mas não é tudo puro consumismo?”, perguntará alguém. Bom, pode até ser, mas eu quero ver o rosto desse alguém – criança ou adulto – não gostar de ser lembrado, independentemente do valor do presente (quem disse que tem que custar caro?). Não tem jeito, gente, eu gosto mesmo de unir, e o amor ensinado por Jesus e exemplificado pelos papais-noéis em busca de sorrisos faz muito sentido pra mim. E de quebra ainda acelera o consumo, o que aquece a indústria, e, conseqüentemente, gera emprego. Perfeito!

Mas o mais difícil, na minha opinião, é unir a família. Existem aqueles que moram longe, mas seus corações juntam-se ao nosso em votos de felicidade e carinho legítimos. Mas também há aqueles, em grande número, que moram a poucas quadras – ou na mesma casa – e que, por mágoa ou outra do passado, estão separados em espírito. Triste! Aproveitando o clima de Natal, em que fala-se tanto em união, vou aproveitar o clichê: vamos lá, gente. É Natal! Fale um ‘oi’ novamente pra aquele safado do seu cunhado que não lhe pagou um dinheiro no ano passado, vai! Não custa! Vamos lá, gente, fale um ‘Feliz Natal’ para aquele irmão que discorda tanto de você, mas que é tão carente quanto todos nós! Vamos lá gente, abrace aquele pai orgulhoso ou resistente, e deixem suas mágoas para trás. Não é só porque é Natal, mas dá pra unir uma boa iniciativa a uma data tão especial. E assim poderei desejar, do meu jeito, um imenso Feliz Natal, unindo meu desejo de paz e felicidade, presentes e festa, alegria e muito amor a todos os leitores do JC!

A autora, Ângela Moraes, é jornalista e autora de “Respostas que a Vida Trás”, Ed. Mythos

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