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Ação é chave para tirar meta da gaveta

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Comer uvas, saltar com o pé direito na contagem regressiva da virada, vestir roupas brancas para trazer prosperidade e fartura... As manias ou superstições de ano novo são diversas. Entre esses costumes, o hábito de traçar metas, sejam profissionais, sentimentais, ou de qualquer outra natureza, para os próximos 365 dias também é comum nos dias e até horas que antecedem a entrada de mais um janeiro.

Porém, muitas perspectivas ensaiadas antes do estourar do champanhe se tornam, logo após a entrada do novo ano, em pouca ou nenhuma praticidade, com muita idéia sem sair do papel e tampouco dos nossos sonhos, muitas vezes.

Esse fogo de palha em que se tornam os planos de virada - à tona novamente no dezembro seguinte -, em outros casos, se apaga também após tentativas práticas que, principalmente por falta de foco ou organização, dão errado, apesar da boa vontade de quem ao menos tentou chacoalhar a poeira e inovar para melhorar.

Para acertar na mosca em 2010 e fechar o próximo ano comemorando experiências positivas, nada melhor do que repensar, mas acima de tudo, ter uma meta sem depender, obviamente, de milagres ou mandingas que provam que, cada vez mais, quem simplesmente espera algo cair do céu, não vive com os pés no chão.

Querer mudar, acima de tudo, é a maior chave para a elaboração de idéias que se convertem em benefícios práticos, ensina a psicóloga Rebeca Fischer: “Em primeiro lugar, é muito importante que a pessoa queira mudar. É interessante que se sinta a sensação de que não se fez nada por sim, apenas o que foi surgindo. É preciso organizar a mente para prestar atenção nas oportunidades”, recomenda.

Instrutora há 15 anos de um curso que ensina métodos de eficácia na formulação de objetivos, mantido pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística (SBPNL) – basicamente, o diagnóstico da estrutura da experiência subjetiva do ser humano – Rebeca compara esse estudo ao que seria o “manual de instrução da própria pessoa”, introduzida ao autoconhecimento para estar apta a traçar um rumo de sucesso.

Após identificada a aptidão, com a constatação do que realmente é importante, a pessoa, explica a psicóloga é direcionada a agir de fato, ao diferenciar sonho de meta. “Um sonho difere de uma meta porque esta tem data marcada, o que é muito importante. Muita gente pensa que apenas falar fará com que algo aconteça. Ao se estabelecer uma data há maior comprometimento com o objetivo, cujo andamento pode ser testado em período determinado”, detalha.

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Frustração

Além do sucesso nos planos, a organização de metas, acentua a instrutora da SBPNL, Rebeca Fischer, evita o surgimento de problemas decorrentes justamente da frustração, seja profissional, amorosa, social, entre outras.

“A sociedade cobra”, resume. “Quem não faz por si acaba descontando a frustração em comida, bebida e até em sexo”, ilustra. “Tudo em demasia, na verdade, esconde um problema”, diagnostica a psicóloga, afirmando que o curso/terapia também auxilia pessoas que lutam contra dependências como o álcool e tabagismo.

• Serviço

Mais informações sobre cursos ou terapias com a Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística pelo telefone (11) 3887-4000, ou email pnl@pnl.com.br. O centro de treinamento da SBPNL em São Paulo fica na rua Fernandes Borges, 120, ao lado do Parque Ibirapuera.

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