Internacional

Irã acusa Ocidente por manifestações

Folhapress
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Teerã - O Irã voltou ontem a acusar as potências ocidentais de fomentar protestos antirregime como os de domingo, que provocaram a morte de oito manifestantes -segundo Teerã -, nos piores confrontos com as forças de segurança desde a eleição presidencial de junho.

Nas suas primeiras declarações após os enfrentamentos, que se espalharam por ao menos oito cidades, o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que os protestos contra o governo são “um teatro dirigido pelos sionistas e americanos”.

“A nação iraniana já testemunhou esse tipo manipulação muitas vezes”, afirmou Ahmadinejad, de acordo com a agência de notícias semioficial Irna. Já o chanceler, Manouchehr Mottaki, dirigiu duras palavras ao Reino Unido, cujo embaixador foi convocado para explicações. “Se (os britânicos) não pararem de falar coisas sem sentido, levarão um tapa na boca.”

Londres reagiu dizendo que seu representante diplomático em Teerã vai responder “vigorosamente” a qualquer crítica.

Após os protestos de domingo, EUA, Reino Unido, França e da Alemanha criticaram a dura repressão aos manifestantes - estratégia não encampada pelo Brasil até o momento.

Teerã já atribuíra ao Ocidente a responsabilidade pela onda de protestos deflagrada após a reeleição de Ahmadinejad, considerada fraudulenta pela oposição. As manifestações provocaram a maior crise no Irã desde a Revolução de 1979 e resultaram em ao menos 35 mortes.

No último domingo, as mortes chegaram a oito, segundo o regime - que negou a autoria -, mas sites ligados à oposição contabilizam até 13 vítimas.

Ontem, o número de opositores presos era estimado em 20, incluindo a irmã da Prêmio Nobel da Paz e ativista de direitos humanos Shirin Ebadi, segundo os mesmos sites opositores.

Ainda ontem, a Chancelaria do Irã anunciou que o Parlamento analisa suposto pedido de visita do senador americano John Kerry, que preside a Comissão de Relações Exteriores.

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