Polícia

Polícia Civil prende dupla que estaria preparando celular para presidiários

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

Dois homens foram presos na manhã de ontem em uma casa no Núcleo Leão 13, em Bauru, onde preparavam celulares que supostamente seriam enviados para dentro de presídios. Samora Marchell Oliveira Alves, 26 anos, estava foragido do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru, onde cumpria pena por estupro, e Vando Benedito Soares, 39 anos, havia deixado a prisão em dezembro, onde cumpriu pena por diversos crimes, entre eles a participação no homicídio do professor da Universidade do Sagrado Coração (USC) Ricieri Batista Alquatim, em 1998.

A prisão foi efetuada às 6h de ontem por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que investigavam Vando há cerca de dez dias. “Estávamos investigando o morador da residência (Vando) como sendo uma pessoa envolvida com roubos aqui na cidade, principalmente fornecendo armas para prática de crime e dando pouso na residência dele para indivíduos de fora fazerem roubos aqui na cidade”, diz Cledson Luiz do Nascimento, delegado da DIG.

Munidos de um mandado de busca e apreensão para a residência na quadra 2 da rua Délia Teresinha Santini de Paula, os policiais foram até o local, onde encontraram um revólver calibre 38 com numeração raspada, dois carregadores de celular e 13 aparelhos telefônicos, sendo seis já embalados e prontos para serem colocados em unidades prisionais, inclusive com marcações com letras que sugerem uma identificação dos destinatários. As penitenciárias para onde seriam enviados os celulares não foram identificadas.

Vando foi preso por porte ilegal de arma e Samora - que havia retornado da saída temporária de final do ano ao IPA, mas fugido logo em seguida - foi detido por ser foragido da Justiça. “Agora a gente investiga a participação deles em roubos”, afirma Cledson.

Outros crimes

Vando Benedito Soares, apelidado de “Vandão”, é bem conhecido no meio policial. Ele já cometeu diversos crimes que vão desde porte de arma e receptação até homicídios e latrocínios. O homem deixou a prisão no dia 15 de dezembro de 2009, onde cumpriu pena por vários delitos.

Um crime que marcou a história da cidade e no qual Vando esteve envolvido foi o assassinato de Ricieri Bastista Alquatim, professor da Universidade do Sagrado Coração (USC), em 1998. Durante um assalto, a vítima levou três tiros de um revólver calibre 32, sendo um deles na nuca. O corpo foi abandonado em uma estrada de terra nas proximidades do Jardim Chapadão. A polícia chegou ao local dias depois por meio de uma denúncia anônima.

Em 1999, Vando foi condenado por participação no crime com pena de prisão de um ano, um mês e 15 dias por receptação. Três dos seus cinco comparsas receberam a sentença de 26 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do professor.

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