Tribuna do Leitor

A verdadeira luz no fim do túnel


| Tempo de leitura: 2 min

Começamos esse ano com muitas tragédias. Infelizmente, acontecimentos muito marcantes e inesquecíveis. Pessoas perdendo suas casas, seus filhos, seus pais, suas mães. Perdendo-se em tanta desgraça e desespero. Propriedades destruídas, pessoas desabrigadas, muitos mortos e sonhos deixados para traz. 

Essa tragédia no Haiti mexeu muito comigo, me abalou profundamente, e peço à Deus conforto para seus familiares e amigos. Como aqui não dá para fazer um minuto de silêncio, deixo  registrado meu pezar e tristeza por esse povo.  Com certeza, não podemos mensurar o tamanho da dor de quem sobreviveu, sei que isso é impossível, mas mesmo assim quero falar um pouco sobre o que senti e sinto sobre isso, além de tristeza, é claro! A verdadeira luz no fim do túnel! 

Vi nos jornais e na Internet notícias sobre várias equipes de busca de outros países chegando ao Haiti para ajudar a encontrar sobreviventes e também para retirar os escombros. Os povos se misturando, se unindo, se concentrando, focando em uma só coisa: ajudar.

Brancos, negros, amarelos, gente de todas as raças, de todos os lugares. Comida e água chegando por céu, terra e mar, a solidariedade chegando de todos os lados. Vida morte e muitos sentimentos estampados no rosto dessa gente! Me emocionei muito ao ver essas coisas acontecendo, o lado humano e solidário das nações, das pessoas sem parar para pensar ou se cansar.

Diante dessas coisas, desses gestos, é que eu vejo mais o amor de Deus por nós. Vejo que ainda existem pessoas com amor ao próximo. Diante disso, esqueço a maldade de outras pessoas, do descaso de muitos governos para com seu povo, mas mesmo que seja só por um, hoje não quero falar de guerras, de ódio, de rancores!  Quero falar de amor, do amor do Senhor, quero falar de compaixão, de amizade, de reconstrução de vidas, dos povos, dos seus sonhos! Quero falar de Zilda Arns, que exemplo para nós, que dedicação que carinho e amor!

Quero ficar com a lembrança do que ela foi, e disso não quero esquecer! Quero falar do quanto ainda podemos mudar e nos amar mais, e do quanto podemos e devemos nos unir não só nas tragédias e tristezas, mas nas alegrias, no amor, nos nossos sonhos, nas pequenas coisas; ter mais tempo para os nossos filhos, nossos pais. Olhar para o lado, para nosso irmão, nosso próximo, como o Senhor nos ensinou essa linda herança que o Pai nos deixou.

E eu me incluo em tudo que citei aqui, pois quero isso para mim também e sei que posso melhorar e é o que quero para minha família e as outras pessoas que conheço. O amor: é esse o elo, é essa a chave! Sem ele não há resgate ou ajuda humanitária que reconstrua a vida de ninguém! A verdadeira luz no fim do túnel!

Adriana Calmon

Comentários

Comentários