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Pressão sobre OMS não muda política contra gripe A

Folhapress
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São Paulo - As acusações de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) exagerou no alarme da gripe A, levando alguns países a comprar mais doses de vacina do que o necessário, não muda a política de vacinação do Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o País terá 83 milhões de doses para vacinar grupos prioritários. A definição desses grupos e as datas de vacinação serão divulgadas até fevereiro. Devem ter prioridade profissionais da saúde, grávidas, crianças de seis meses a dois anos, indígenas e portadores de doenças crônicas. E não haverá vacina na rede privada.

Para Juvêncio Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, “tornar disponível o maior número de vacinas e priorizar grupos de maior risco é a conduta adequada.”

A acusação de que a OMS agiu sob pressão da indústria farmacêutica não é compartilhada por especialistas ouvidos pela reportagem. “O surto começou e não existiam elementos para saber a dimensão. Com base no que ocorreu em outras pandemias, fizeram projeções. Talvez, por prudência, tenham exagerado, mas não acho que foram movidos por interesses comerciais”, diz o infectologista Vicente Amato Neto, professor emérito da USP.

Para o infectologista David Uip, diretor do hospital Emílio Ribas, a discussão é econômica e não deve influenciar as medidas preventivas.

Primeiras mortes no Ceará

A Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) confirmou duas mortes causadas pela gripe suína, as primeiras em consequência da doença no Estado. Esses são os primeiros óbitos registrados no Estado pela doença. As vítimas são mulheres de 29 e 39 anos, moradoras da capital, Fortaleza. Outros óbitos estão sendo investigados.

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