Economia & Negócios

Fenômeno da multiplicação

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

O telefone fixo já perdeu espaço para o celular e vem crescendo em um ritmo muito menos acelerado. Para se ter ideia da força dessa tendência, basta comparar a evolução de ambos os segmentos no Brasil, no último ano. Enquanto a telefonia móvel aumentou sua participação em 15,5% em 2009, passando de 150 milhões para 174 milhões de terminais, o número de assinantes da telefonia fixa aumentou apenas 0,9%, de 41,2 milhões para 41,6 milhões.

Já no município de Bauru, desconsiderando os usuários que migraram para outros serviços de telefonia fixa como Net Fone, da Embratel, o número de assinantes da Telefônica caiu 6,5% no ano passado, de 87.622 para 82.274 contratos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anatel, uma das metas do novo Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil (PGR) é levar a telefonia celular a todos os municípios brasileiros nos próximos oito anos. Em seis anos, todas as cidades com mais de 30 mil habitantes e 60% dos municípios com menos de 30 mil habitantes terão o serviço de banda larga disponível via celular.

Por enquanto, o fenômeno da multiplicação dos aparelhos no Brasil não tem data para cessar. Segundo projeções da Anatel, até 2015, o número de telefones móveis em todo o País passará dos atuais 173 milhões para quase 275 milhões. Isso significa que a quantidade de terminais irá praticamente dobrar nos próximos cinco anos. Em compensação, a previsão de expansão da telefonia fixa até 2018 é que os atuais 41,6 milhões de assinantes sejam 50 milhões, um crescimento de menos de 25%.

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