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Comissão de Direitos Humanos critica condições de presos do MST

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado estadual José Cândido (PT), declarou ontem à noite que a prisão dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foi “arbitrária”. Ele encabeçou um grupo de políticos e advogados que visitou, ontem, os militantes presos durante a Operação Laranja, da Polícia Civil, desencadeada na última terça-feira.

Sete pessoas presas na Operação Laranja são suspeitas de envolvimento com a invasão e depredação da fazenda da Cutrale em Borebi. Foram detidos a atual vereadora de Iaras Rosimeire Pan D’Arco de Almeida Serpa (PT), o ex-prefeito da cidade e presidente municipal do PT, Edilson Granjeiro Xavier e Miguel da Luz Serpa. De acordo com a polícia, os três coordenaram a invasão. Houve também duas prisões de militantes do movimento por porte ilegal de arma de fogo. Há 20 suspeitos com a prisão decretada, 13 deles foragidos.

O deputado visitou os presos nas cadeias públicas de Garça e Barra Bonita. De acordo com Cândido, as condições dos detentos, em alguns casos, são subumanas. Segundo ele, o parlamentar fará um relato das visitas em plenário, na Assembleia. Os advogados do MST devem entrar esta semana com medidas visando à libertação dos presos.

Cândido afirma que a cadeia em pior condições foi de Garça. “Fiquei indignado das precárias condições. A cela tem dois metros por um metro de largura. Havia outro detento soro positivo sem água potável misturado aos sem-terra”, disse o deputado petista.

O deputado reclamou que os delegados que acompanham o caso têm dificultado o direito de defesa dos acusados. Ele visitou o juiz e o promotor que acompanham o caso em Lençóis Paulista. “Tenho certeza que se os advogados tivessem acesso (aos processos), já podiam fazer os recursos. Isso me deixa preocupado”, disse o deputado.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos afirma que a prisão dos militantes têm um viés político, porque com o fim do recesso está para começar uma CPI do MST no Congresso Nacional. “Se forem chamados os militantes acusados, eles vão depor algemados. Vejo aí uma preocupação oportununista de fazer política”, declarou.

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