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Ação contra temporais

Antonio Carlos Cyrino
| Tempo de leitura: 3 min

A estação das chuvas traz consigo uma preocupação maior para as empresas distribuidoras de energia elétrica no País. Temporais mais incidentes e fortes ventanias chamam a atenção pela alta carga de problemas que podem acarretar nas cidades. Do ponto de vista das redes elétricas, esse efeito também é visível e de grandes proporções, uma vez que os sistemas de distribuição são aéreos e vulneráveis às condições atmosféricas como descargas, ventanias e contato com objetos nelas lançados, além de pássaros e até vandalismo.

A tradição da rede elétrica aérea não é uma exclusividade brasileira. No mundo todo essa solução é adotada, principalmente em razão dos altos custos envolvendo a implantação de redes subterrâneas. O diferencial para que a população sinta menos os reflexos dessas ocorrências é a adoção de um plano de manutenção abrangente, que contemple diversas ações para reforçar e reaparelhar o sistema elétrico, de maneira que ele suporte com qualidade esse período de chuvas,

Essa preocupação com o verão tem ganhado um componente a mais nos últimos anos, o aceleramento das mudanças climáticas. O aquecimento global, o desmatamento e a poluição desenfreada estão acelerando as transformações em nosso planeta, provocando chuvas mais intensas com ventos que se transformam em tornados. Essas ocorrências, algumas delas incontroláveis, são uma ameaça ao trabalho de distribuição de eletricidade, transformando-se muitas vezes em um desafio para técnicos e eletricistas.

Uma ação bem-sucedida ao longo dos últimos anos tem sido uma referência no setor elétrico para esse período. A adoção do Plano Verão pelas distribuidoras do grupo CPFL Energia. Trata-se de um conjunto de ações preventivas para melhorar a segurança da infraestrutura da rede elétrica.

Durante todo o ano, investe-se na manutenção de equipamentos e no treinamento de pessoal capacitado para atender com rapidez danos ocasionais na fiação elétrica e equipamentos instalados no sistema de distribuição. São podas de árvores, cujos galhos estão em contato com a fiação elétrica, medições em equipamentos e cabos elétricos, inspeções em transformadores e subestações, verificação de postes, cruzetas e estruturas do sistema elétrico e uma infinidade de tarefas preventivas. No período das chuvas, a empresa aumenta o efetivo técnico e amplia sua logística de equipes para atender aos chamados de manutenção. Na prática trata-se de uma megaoperação para garantir o fornecimento de energia elétrica para a população, prevenindo ou minimizando o risco de interrupções.

Esse trabalho é desenvolvido em parceria com agentes públicos e privados, principalmente a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Policia Militar, concessionárias de rodovias, prefeituras e sociedade civil. Os números não mentem. Efetivamente as interrupções de energia elétrica aumentam nessa época, mas seriam mais frequentes caso não houvesse uma preocupação maior das distribuidoras.

A CPFL se preparou para atender suas ocorrências em 70 minutos. Ao longo de 2009, a CPFL Paulista investiu R$ 215 milhões e a CPFL Piratininga R$ 88 milhões nas regiões onde atende no Interior paulista, como parte de sua estratégia, com o objetivo de minimizar o impacto causado pelas tempestades no fornecimento de energia elétrica. Esse plano é parte do esforço de quem se preocupa o com seu cliente. E oferece respostas suficientes para minimizar os problemas de milhões de brasileiros.

O autor, Antonio Carlos Cyrino, é diretor de Operações da CPFL Paulista e CPFL Piratininga

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