Internacional

No Paquistão, bomba mata quatro militares dos EUA e três crianças

Folhapress
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Islamabad - Uma bomba plantada do lado de fora de uma escola para garotas explodiu ontem, matando três militares americanos, um militar paquistanês e três crianças, segundo um balanço do Exército paquistanês. O atentado, que ocorreu no distrito do Baixo Dir, deixou ainda 45 feridos, a maioria meninas que estudavam no local.

Informações anteriores de fontes de segurança locais indicavam que quatro estrangeiros haviam morrido no atentado - membros de uma ONG de projetos humanitários que passavam pelo local em um veículo escoltado pelas forças de segurança paquistanesas.

O ataque aconteceu por volta das 11h15 (4h15 no horário de Brasília), quando uma bomba que estava junto à estrada explodiu enquanto o comboio passava. Segundo Mumtaz Zarin, chefe de polícia do distrito de Baixo Dir, o comboio incluía basicamente membros da ONG que seguiam para a inauguração de uma escola, acompanhados por vários militares.

Os três soldados americanos faziam parte de uma pequena unidade que treina a polícia de fronteira paquistanesa, responsável pela segurança das áreas do noroeste próxima à fronteira com o Afeganistão.

Eles faziam parte do comboio de militares que seguia para a cerimônia de abertura da nova escola para garotas recentemente reformada graças à ajuda americana.

O local fica próximo ao vale de Swat, onde o governo lançou uma grande ofensiva no ano passada e disse ter expulsado todos os militantes do grupo islâmico radical Taleban.

A explosão, detonada por controle remoto, foi um duro lembrete da resistência dos militantes do Taleban contra o governo do presidente Asif Ali Zardari, muito impopular por sua postura pró-Estados Unidos.

O ataque chama a atenção ainda para a presença americana em solo paquistanês, em um momento que os americanos não são bem vistos por violações da soberania nacional com ataques de aviões não tripulados.

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