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País tem 4º recorde consecutivo na semana de consumo de energia

Folhapress
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Rio - A sequência de altas temperaturas vem fazendo o consumo de energia disparar, e a demanda atingiu, ontem, o quarto recorde consecutivo. Por volta das 15h, houve pico de 70.600 MW (megawatts) na demanda, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O ONS atribui a pressão da demanda ao forte calor. Em média, as máximas estão 3ºC acima do que era verificada neste período, no ano passado. Outro fator que vem contribuindo é a recuperação do segmento industrial, após um período de baixo consumo em função da crise.

Anteontem, o pico havia sido de 70.421 MW, com registro de recordes também nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste. A média, ao longo do dia, foi de 61.726 MW. Desse total, 80,21% foram gerados por usinas hidrelétricas nacionais. Itaipu, que é binacional, foi responsável por outros 12,22%.

As usinas termelétricas despacharam 2.542 MW médios, o correspondente a 4,12% do total. As usinas nucleares contribuíram com produção de 1.956 MW, o correspondente a 3,17% de tudo o que foi gerado.

O nível dos reservatórios mostra que há reserva suficiente para suportar o aumento da demanda. Na região Sul, 96,75% dos reservatórios estão cheios. No subsistema Centro-Oeste/Sudeste, a proporção é um pouco menor, com 76,93% das reservas preenchidas.

Lobão descarta blecaute

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afastou ontem a possibilidade de o Brasil sofrer um novo blecaute, apesar do aumento do consumo de energia verificado nos últimos dias. “O povo brasileiro não tem do que recear”, afirmou, durante cerimônia sobre o balanço dos últimos três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O ministro admitiu que algumas térmicas foram acionadas para prover energia nesses dias de maior consumo, mas enfatizou que “apenas algumas poucas” estão sendo utilizadas. De acordo com ele, a utilização desse tipo de energia vem sendo feita porque o consumo acima do normal exige providências especiais por parte do governo. “O nosso sistema é perfeito”, resumiu.

Ele salientou que a energia proveniente de recursos hídricos é largamente utilizada porque se trata de uma fonte mais limpa e barata, mas que as térmicas sempre servirão como suporte. “Vamos utilizá-las quando for necessário agregar mais energia. Não há nada de anormal nisso”, disse.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também falou sobre o assunto. Ela fez questão de enfatizar o que seria a diferença entre um apagão - que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso - e o blecaute, verificado no ano passado.

Segundo a ministra, o apagão tende a durar meses porque não há de onde buscar energia, enquanto o blecaute seria uma interrupção temporária do sistema de transmissão. “Quem mais entende de energia do que cada um de nós são os empresários, e eles não estariam investindo se percebessem que haveria falta de energia”, afirmou.

Dilma também fez questão de enfatizar que o sistema de energia brasileira não é apenas hídrico, mas hidrotérmico. “Só usamos a térmica quando há aumento da demanda. As térmicas sempre existirão”, disse. De acordo com ela, o uso desse tipo de energia é pequeno no Brasil. A ministra deu como exemplo o caso da Petrobras, que segundo ela tem disponibilidade de 8 mil megawatts e usou apenas 3,2 mil megawatts.

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