• Interlegis não
O chefe de gabinete da Câmara de Bauru, Abel Abreu, disse ontem que desistiu do sistema Interlegis do Senado Federal e que vai buscar soluções caseiras para colocar no ar o tão esperado site do Poder Legislativo. Os documentos produzidos no ano passado já estão praticamente todos digitalizados e não há endereço para hospedar os dados. Hoje mesmo Abreu recebe um candidato de Bauru à instalação da página.
• Suporte distante
O motivo é a distância do suporte técnico. Se acaso o site der problema, como resolvê-lo se os técnicos da Interlegis estarão a 919 quilômetros de distância? Tudo bem que existe telefone, mas e se for necessária a presença deles em terras bauruenses? Com aeroporto que não opera ainda por instrumentos e as tempestades dos últimos meses, é bom não arriscar.
• Mantovani conta
O vereador Fernando Mantovani (PSDB), que sempre usa a tribuna de forma expansiva, anteontem falou em tom de tristeza ao narrar o que chamou do dia mais triste de sua vida. É que na sexta-feira um ladrão invadiu sua casa quando sua mulher e sua filha, de três meses, estavam sozinhas. “Vou cobrar com muito mais ênfase junto ao prefeito o videomonitoramento e contem comigo para trazer mais um batalhão de Polícia Militar para Bauru”, disse.
• Voz envenenada
Um colega, que estava ouvindo o discurso no plenário, cochichou, em voz baixa: “O pior é que segurança é com os tucanos...”, referindo-se ao fato de Mantovani pertencer ao PSDB, partido que comanda o Estado há 12 anos. A luta por mais efetivo policial na cidade e um novo batalhão avançou quando o governador José Serra esteve na cidade, há duas semanas, acompanhado do Secretário de Segurança, José Ferreira Pinto.
• Hipermarketing
Novato, Mantovani tem exagerado em suas ações de marketing durante as sessões. Além de veicular vídeos com um logotipo nada discreto ao final, ao invés do padrão normal dos demais vídeos, o vereador apareceu na TV Câmara sem o nome Fernando, fugindo à regra imposta aos colegas para a identificação oficial. Ou ele não gosta do nome próprio ou deveria se conter mais em rompantes pessoais.
• Audiência vazia
Dava para contar nos dedos o número de pessoas, ou melhor, de assessores de vereadores, na audiência pública do DAE, ontem. O que era para ser uma discussão virou um debate informal de amigos. Apenas os vereadores da mesa - Roque Ferreira (PT), Fabiano Mariano (PDT) e Francisco Carlos de Góes, o Carlão do Gás (PR), estavam presentes.
• Com assessores
Natalino da Pousada (PV) e Carlinhos do PS (PP) passaram por lá. A pífia participação dos bauruenses foi sentida. Somente dois munícipes apareceram. Um deles, aliás, entrou, fez uma pergunta e saiu. O quorum ficou por conta dos assessores, que fizeram perguntas. Uma pena, quando os parlamentares e os próprios moradores poderiam contribuir para o debate democrático.
• Tribunal de Ética
O advogado Ailton Gimenez, conselheiro estadual da OAB, foi escolhido para ser o novo presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-Bauru. Gimenez é bastante respeitado pelos colegas e também por isso reúne perfil adequado para um órgão como esse.