Geral

Diversidade marca Carnaval 2010

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de oito longos anos de espera, o Carnaval enfim retornou ao Sambódromo. Na noite da retomada, os bauruenses que compareceram à “arena do samba”, no Núcleo Presidente Geisel, foram brindados com uma explosão de cores, ritmos e estilos. A diversidade marcou o compasso da folia no desfile dos blocos.

Como uma noiva prestes a subir ao altar, as estrelas da festa de ontem também fizeram cera para pisar na avenida. Oficialmente, o cortejo deveria ter começado às 17h30. Porém, o Unidos do Jardim Petrópolis, que seria o primeiro bloco a desfilar, chegou atrasado ao Sambódromo, para irritação dos organizadores da festa.

Para não prejudicar o andamento do desfile, a família real do samba (sem dúvida alguma, o maior símbolo da variedade que marcou a folia em Bauru) teve de esperar até às 18h45 para abrir o cortejo. O Rei Momo, Fábio Henrique, atravessou a avenida de braços dados com suas duas rainhas - a do Carnaval, Ellen Mayara, e a da Diversidade, Naomi Sayox.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e a vice Estela Almagro (PT) iam atrás, no alto de um trio elétrico. Além de diversificado, o “Carnaval da Retomada” apresentou falhas de organização, que comprometeram o desenrolar do desfile. O Unidos do Jardim Petrópolis pisou na passarela às 19h20, com um enredo sobre Monteiro Lobato e seu Sítio do Picapau Amarelo. Se não foi uma das apresentações mais empolgantes da noite, serviu para esquentar o público nas arquibancadas.

Com o ritmo cadenciado de sua bateria e coreografias criativas, que imitavam a dança country, o Estrela do Samba de Tibiriçá arrancou aplausos da plateia. As crianças do Capoeira Bauru também foram bastante festejadas pelo público.

Show mesmo quem deu foi o Unidos do Samba. A cadência impecável da bateria e a voz afinada do intérprete Aritana levaram a galera ao delírio. Se houvesse jurados no Sambódromo ontem à noite, certamente aclamariam o samba-enredo “A Saga de Um Ideal Interrompido na Sem Limites Caingangue” o melhor do desfile de blocos.

Acadêmicos de Tibiriçá e Moitará, que não contavam com bateria ou ritmistas, foram para avenida com som eletrônico - aliás, o bloco de Tibiriçá fez uma remixagem sofrível de um famoso samba-enredo da Gaviões da Fiel, na intenção de homenagear o centenário do Noroeste.

O bloco Ouro Verde 100% Arte emocionou o público, com um samba-enredo sobre um menino pobre, porém sonhador. Depois disso, o desfile foi momentaneamente interrompido e três paraquedistas pousaram na avenida, por volta das 23h. Mas, oras, não era para ser passarela do samba? No Carnaval da Diversidade, há espaço para todos. E o desfile prosseguiria com os demais blocos e escolas de samba. Confira como foi na edição de amanhã.

Comentários

Comentários