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Procura por remédios para combater efeitos da ressaca sobe nas drogarias

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Após o primeiro dia do Carnaval, a venda de remédios que amenizam os efeitos da ressaca aumentou até 40% em Bauru. Facilmente encontrados nas prateleiras e gôndolas de farmácias, são adquiridos sem receita médica e fazem parte do “kit” do folião, onde não faltam antiácidos, analgésicos e heatoprotetores – também chamados de protetores do fígado.

Em alguns estabelecimentos, esses medicamentos mudaram de lugar e foram parar em espaços montados especialmente para o Carnaval, próximos às portas de entrada, para que os consumidores não se percam ou tenham trabalho para achar o que precisam. A farmacêutica Maria Aparecida Gomes, que trabalha em uma farmácia na Vila Coralina, conta que os medicamentos para o fígado são os mais procurados – se comparado aos dias normais, a venda cresceu 40% nas últimas 48 horas. “O grande problema é que, após a ingestão exagerada de álcool, os remédios irão apenas amenizar os efeitos da ressaca. Ninguém ficará curado ou livre do chamado mal estar”, revela.

O mesmo acontece em um estabelecimento do centro. A atendente Karina Ribeiro conta que a maioria dos clientes que entra na loja – que funciona em horário especial no período de Carnaval, justamente para esse público, das 8h às 13h e das 17h às 22h – era turista. Depois dos primeiros dias de festa, a venda de medicamentos para o fígado e enxaqueca cresceu 30% se comparado ao comércio diário. “Outro item muito procurado pelo pessoal, neste período, é o preservativo. Não sei dizer ao certo o quanto as vendas cresceram, mas certamente o número é significativo”, conta. “O que é engraçado, pois ele deve ser usado sempre, não apenas no Carnaval”, acrescenta Karina.

Na contramão destes dois exemplos, em uma rede de farmácias na Vila América, o farmacêutico, que preferiu não se identificar, conta que as vendas de medicamentos como antiácidos, analgésicos e heatoprotetores não teve o crescimento esperado. “Inclusive montamos uma espaço especial para estes remédios, mas, por aqui, tudo indica que as pessoas estão mais cautelosas neste ano”, afirma.

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Alta

Em 2010, as pessoas que beberem além da conta devem desembolsar valor maior na compra de medicamentos, se comparado ao Carnaval do ano passado. Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que os produtos mais consumidos durante a festa custam, em média, 4,97% acima da variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O antiácido, por exemplo, usado para combater os problemas estomacais, subiu 4,34% entre entre fevereiro de 2009 e janeiro deste ano.

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