Tribuna do Leitor

19 de fevereiro, dia do esportista


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Neste dia 19 de fevereiro, comemora-se o “Dia do Esportista”. De acordo com Aurélio Buarque de Holanda, “esportista” é o adjetivo designativo de todo aquele que pratica esporte. Já esporte é qualquer atividade ou experiência que proporciona prazer ou recreação e que exige certo vigor físico regulada por algumas regras, como futebol, basquete, vôlei, etc.

Nesse sentido mais amplo, todo policial militar é, em princípio, um esportista. O PM escalado no policiamento ostensivo a pé, por exemplo, ao final de seu turno de serviço, terá, ao menos em termos de tempo, caminhado pelo mesmo período que se gasta para percorrer três maratonas; seria, portanto, um maratonista; já para o policial militar escalado no policiamento motorizado, é comum no atendimento de ocorrências, ter que correr rapidamente por curtas distâncias, atrás do infrator da lei que surpreendera no cometimento do delito, como faz um verdadeiro velocista de 100 ou 200 metros rasos; não devemos nos esquecer dos obstáculos que por vezes têm que superar, saltando pequenos riachos, buracos ou ainda superando muros através de escaladas, como fariam nossos melhores esportistas saltadores; e quando todos os meios de convencimento e uso dos meios disponíveis não resolvem, inevitavelmente acabam tendo que recorrer ao uso da força física, entrando em luta corporal com o criminoso, tal qual nossos melhores judocas, caratecas ou kung-fuístas fazem.

Alguns podem questionar se o policial militar teria o mesmo nível de estresse que tem um esportista ao ter que tentar marcar o gol ou o ponto a favor de sua equipe. Pensei então nisso e cheguei à conclusão de que eu não ousaria pensar que o grau de estresse de um atleta que, no último minuto da partida final, vai cobrar o pênalti que pode render a medalha de ouro para seu país na Olimpíada, possa ser maior que a de um policial militar que, notificado pelo Centro de Operações, inevitavelmente vai em direção do local de ocorrência com criminosos dotados de armas de fogo, com reféns em seus poderes, onde um mínimo descuido pode significar entre o sucesso e o insucesso, a integridade física ou lesão dos criminosos, dos reféns ou dos policiais, entre a vida ou a morte de qualquer das partes, enfim, entre o voltar ou não voltar para os braços de sua família. Sim, a luta diária do policial militar no cumprimento de sua missão constitucional não deixa nada a desejar a qualquer modalidade esportiva. O policial militar é, enfim, um verdadeiro esportista.

Se considerando o sentido mais restrito, esportista é aquele que tem no esporte uma filosofia de vida a ser seguida diariamente; e algumas pessoas acabam se destacando da maioria na prática de determinada modalidade esportiva e vão além, fazendo do esporte sua profissão e se notabilizam por isso, tornando-se até mesmo ídolos naquelas modalidades que se propuseram a seguir; para essa elite, a prática do esporte deixa de ser um mero ideal de vida e faz com que seus seguidores estejam um degrau acima dos demais: se tornaram atletas e estão em busca contínua da perfeição.

Nós, da Polícia Militar de Bauru, nos orgulhamos de poder ter em nosso meio não só policiais militares que são verdadeiros esportistas no desempenho de suas missões, mas também temos aquele que se destacou na prática do esporte e se tornou celebridade, um atleta consagrado: caso do soldado de Polícia Militar e judoca Mário Sabino, PM disciplinado no exercício da sua profissão e ídolo nacional na sua modalidade desportiva, atual técnico da seleção brasileira de judô adulta de todas as categorias de peso.

Aproveitamos para externar os nossos agradecimentos a todas essas pessoas que buscaram atingir a perfeição como esportistas e que hoje enchem o povo bauruense de orgulho pelo exemplo e notoriedade de ídolos desportivos que atingiram, tais como os jogadores de futebol Baroninho, Lela e Donizete, por que não citar o “tal” Edson Arantes do Nascimento, Pelé, o maior de todos os tempos, o jogador de basquete Lula Pereira, o competidor de “braço de ferro” Fábio Manfrinato, a lutadora de kung-fu Ana Cláudia Fatia, entre outros.

Ézio Carlos Vieira de Melo, capitão da Polícia Militar, oficial de relações públicas do 4.º BPM/I e professor de educação física, formado pela Escola de Educação Física da Polícia Militar, o primeiro estabelecimento de ensino superior de educação física do Brasil

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