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Centenário da emancipação econômica da cidade de Bauru

Pedro Romualdo
| Tempo de leitura: 2 min

O centenário cronológico de Bauru ocorreu há 14 anos. Mas 2010 também pode ser considerado um ano de centenário para a nossa cidade. Além dos cem anos da chegada do primeiro trem da Companhia Paulista, que comemoramos na quinta-feira, dia 18, ainda podemos contabilizar a data redonda para a estação da mesma companhia, no dia 8 de agosto, a fundação do E. C. Noroeste em 1º de setembro, a abertura do primeiro banco do município (o Banco de Custeio Rural) em 15 de outubro, a criação da comarca em 17 de dezembro e o funcionamento, naquele 1910, em dia não indicado por nossos registros, do primeiro serviço de abastecimento público de água à cidade.

1910 foi um ano de grandes e positivas transformações para o município, cuja sede foi trazida de Piatã, no lombo dos cavalos e carros de boi dos políticos pioneiros, no início da legislatura de 1896. Foi também naquele ano que o marechal Rondon criou o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), destinado a amparar os índios de todo o país, inclusive aqueles os que perambulavam e enfrentavam dificuldades econômicas e sociais pelas ruas de Bauru.

Com cem anos de distância dos fatos, hoje sedimentados em nossa história, somos levados a acreditar que Bauru teve em 1910 um momento determinante do seu desenvolvimento. A constituição do entroncamento ferroviário e os avanços ao então pequeno município abriram suas portas para o futuro melhor. Tanto que já no ano seguinte - 1911 - também seria inaugurado o abastecimento de eletricidade e iluminação pública, fator determinante para o começo da industrialização.

As ferrovias e o empuxo econômico por elas determinado fizeram de Bauru, por muito tempo, um centro avançado de desenvolvimento junto à chamada “boca do sertão” e entreposto básico para a fundação e instalação de dezenas de municípios ao oeste, por onde passaram os trilhos ferroviários. Muito cedo nos tornamos uma cidade cosmopolita, com cidadãos vindos de todos os quadrantes do Brasil e de dezenas de nações estrangeiras. Tudo isso e o trabalho de cada um dos cidadãos que aqui vivem – natos ou chegados – no legou a Bauru pujante de hoje, com tantas perspectivas para o futuro.

Neste ano, além das atividades que nos são de ofício, vamos, todos nós, comemorar o centenário da emancipação econômica de Bauru. Lembrar fatos, instituições e pessoas que fizeram a cidade grande de que hoje desfrutamos e temos a obrigação de entregar, melhor do que a recebemos, para as novas gerações. A história oferece inúmeros exemplos, inspiração e motivação para a construção do futuro...

O autor, Pedro Romualdo, é secretário municipal de Cultura

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