Bairros

Flores e plantas têm consumidores fiéis

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Inaugurado há cerca de 10 anos, o setor de plantas e flores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de Bauru já conquistou um público fiel, que procura o local em busca de variedade e preços acessíveis. Como consequência do sucesso, recentemente foram inauguradas de dez estufas, contemplando o pedido de alguns permissionários.

Em meio a uma aglomeração de concorrentes, Mário Luiz de Nadai, 56 anos, apostou no comércio de orquídeas para se destacar. Ele é proprietário de um orquidário em Arealva, e desde que veio trabalhar na Ceagesp lança mão das cerca de 5 mil espécies que possui catalogadas para conquistar o público que frequenta o local.

“Quem não gosta de orquídeas? Meu diferencial é vender uma planta nobre, que atende a um público específico que não se importa de pagar um pouco mais para tê-la em casa. Um grande número de colecionadores são meus clientes”, aponta Mário.

Em frente ao seu espaço, Carlos Ferreira da Silva, 44 anos, representa uma empresa de Campinas, de onde sai duas vezes para vender flores na Ceagesp de Bauru. Sua aposta é outro tipo de público: as floriculturas e decoradores de eventos.

“O que importa é a variedade. Não tem uma flor que vende mais. O que as empresas que são clientes buscam é a variedade, porque elas precisam oferecer de tudo”, afirma ele, embora os produtos exóticos também não sejam deixados de lado. “Tudo o que é diferente atrai a atenção. Ultimamente tenho vendido bastante bonsais (miniatura de plantas obtida por meio de uma técnica de origem japonesa) no varejo. As pessoas veem, acham bonito e levam para casa”, conta.

Já o setor de jardinagem é a aposta de Ana Cristina Souza Guedes de Azevedo, 46 anos. Dona de uma chácara localizada entre Avaí e Reginópolis, ela enxergou no ramo uma oportunidade para ampliar seu negócio.

“Eu já trabalhava com flores aqui. Agora que abriram as estufas decidi apostar minhas fichas na empreitada. O que mais vendo aqui são as gramas, que variam de R$ 5,00 a R$ 25,00 a caixa. Para me destacar ofereço meus conhecimentos aos clientes que me procuram, dando orientações se as plantas devem ficar no sol ou na sombra, a quantidade de água, os cuidados necessários, etc”, enumera.

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Artesanatos completam os serviços

Embalados pela euforia da inauguração do setor de comercialização de plantas na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de Bauru, há cerca de 10 anos, produtores de artesanato não demoraram a pegar carona no sucesso do setor, oferecendo aos clientes acessórios para complementar os produtos adquiridos.

A comerciante Sirlei de Castro, 30 anos, foi uma das primeiras permissionárias a trazer novidades de artesanato para o local. Ela e o marido são proprietários de uma fábrica do ramo em Minas Gerais, e notaram um grande aumento nas vendas com o novo ponto.

“Aqui tem um fluxo muito grande de gente procurando por flores. Quando as pessoas se deparam com uma loja que oferece alguns produtos que podem servir de suporte para o que já compraram, acabam levando”, conta.

Entre os itens mais vendidos estão as cestas de vime e os cachepôs, que, segundo Sirlei, estão na lista dos produtos essenciais procurados pelas floriculturas que frequentam o local.

Já Carlos Cosci, 50 anos, trouxe os vasos produzidos por sua fábrica de cerâmica, que fica no Bela Vista, para serem comercializados na Ceagesp, que fica no Núcleo Presidente Geisel. Mas, diferente de Sirlei, Carlos vai ao local somente uma vez na semana, às terças-feiras, um dos dias de maior movimento no setor.

“O que eu gosto mesmo é de ficar na fábrica, mas não posso abrir mão do comércio aqui. Para isso, conto com ajuda dos meus vizinhos para vender os produtos, são eles que ficam com os vasos nos outros dias da semana”, explica.

O motivo para tal desdobramento por parte de Carlos tem justificativa: com a comercialização no Ceagesp suas vendas aumentaram 60%. “Além disso, aprendi muito convivendo com vendedores de plantas. Adaptei meus vasos para cada tipo mais procurado”, completa.

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