A regularização das cerca de 500 lombadas fora de padrão custaria aos cofres públicos municipais mais de R$ 500.000,00. De acordo com Secretaria Municipal de Obras, o custo de implantação de um obstáculo é de, aproximadamente, R$ 1.200,00 cada. No entanto, se tiver de ser retirado, a prefeitura tem de desembolsar outros R$ 350,00.
Com base nos custos, se todos os casos apontados como inadequados tivessem de ser retirados e recolocados, o valor a ser dispensado seria de R$ 775.000,00. O montante não inclui investimentos com sinalização. “É alto? E como avaliar os prejuízos provocados aos motoristas?”, questiona Rose Lopes, coordenadora da Casa da Sopa. Ela cobra uma iniciativa do poder público.
Atualmente, o serviço é realizado pela Obras, a partir de solicitações da Emdurb – com base em estudos de engenharia de tráfego provocados por pedidos de munícipes. No ano passado, foram implantadas apenas cinco lombadas. De 2008 a 2010, a pasta recebeu 17 pedidos de implantação e três de retirada, sendo que as solicitações são atendidas conforme a disponibilidade das equipes, que realizam outros tipos de serviços.
O trâmite, no entanto, pode ser alterado. O atual presidente da Emdurb, Nico Mondelli, demonstrou interesse em assumir o serviço num futuro próximo, informa Aníbal dos Santos Ramalho, gerente de planejamento e operações viárias da Emdurb.
Em Bauru, a ‘febre’ por lombadas se deu na década de 80, quando o crescimento da frota passou a surpreender e o quesito segurança passou a chamar atenção. Na época, o dispositivo passou a ser instalado de forma indiscriminada.
No entanto, muitas ondulações daquela época ainda restaram, sendo que foram colocadas mais com a serventia de canalizar água pluvial do que, necessariamente, proteger pedestres, por exemplo.