Santiago - Mais de 60 réplicas do terremoto que atingiu fortemente o Chile foram registradas até a manhã de ontem no país. De acordo com especialistas citados pelo jornal chileno El Mercurio, esses tremores, que podem ser de grande força, continuarão pelos próximos dias e até meses.
Na região de Maule, de acordo com o Instituto Geofísico dos EUA (USGC, na sigla em inglês), um abalo de 6,1 graus de magnitude foi registrado por volta de 8h25 (hora local). Ele abrangeu desde a região de Valparaíso, 100 quilômetros a noroeste de Santiago, até Concepción, 500 quilômetros a sul da capital.
Esse tremor foi sentido em Santiago, capital chilena, onde foram registrados abalos em prédios. Não há informações sobre vítimas ou danos a imóveis.
Em Santiago e Rancagua (a 90 quilômetros da capital), a intensidade foi de 4 graus, a mesma que em Concepción, capital da região de Bío-Bío. Em Parral, também na região do Maule, foram registrados 5 graus de intensidade.
Segundo Carmen Fernández, diretora do Onemi (Escritório Nacional de Emergência), os primeiros relatórios assinalam que se tratou na realidade de três tremores consecutivos.
Fernández disse que ainda não se sabe se o tremor causou novos danos, mas que é provável que tenha aumentado a destruição de construções já comprometidas pelo terremoto de ontem.
Outro local que sofreu tremores ontem foi a costa de Libertador O’Higgins, com magnitude de 5 graus às 7h11.
Também no Equador foi registrado um terremoto na manhã de ontem. Com força moderada, de magnitude 5,3 ele atingiu uma área próxima ao litoral do Equador, a 15 km da cidade de Portoviejo e a 125 km de Guaiaquil. O terremoto ocorreu às 5h26 locais (7h26 de Brasília), a 40,8 km de profundidade.
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Concepción
Santiago - Cerca de sessenta pessoas estão desaparecidas na cidade de Concepción (cerca de 500 km ao sul de Santiago), uma das mais atingidas no Chile pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude de ontem. De acordo com o jornal chileno La Tercera, elas estariam debaixo dos destroços de um edifício praticamente novo de 14 andares.
Uma das pessoas que ajudavam no resgate dos desaparecidos contou ao jornal que, entre os vários cadáveres que as equipes já haviam retirado debaixo dos escombros, 22 pessoas foram retiradas com vida.
Um bombeiro contou que o prédio estava com pouco mais da metade de sua ocupação. Enquanto os bombeiros realizavam o trabalho de resgate, dezenas de pessoas permaneciam nas ruas próximas se abraçando e chorando à espera de algum sobrevivente.