Bauru não tinha ainda o seu próprio bispo e por isso dom Henrique Golland Trindade, bispo de Botucatu, é que vinha a Bauru crismar nossas crianças. Uma conspícua família católica bauruense que fizera crismar sua caçulinha, convidou o bispo para o almoço depois da missa de crisma e fez um régio banquete (com grande e farta mesa e todos sentados, como era então), ao qual a recém-crismada também compareceu.
Ao final do ágape, o bispo gentilmente pergunta à menininha se havia gostado do banquete, e ela prontamente respondeu: o pão e a coca-cola tavam bom, o resto foi aforçado. (Aquela menininha é hoje uma respeitabilíssima avó e penso que há de se lembrar desse episódio de sua infância distante, do qual fui testemunha.)
Contado por Isolina Bresolin Vianna