O Tribunal do Júri do Fórum de Bauru condenou ontem Ronildo de Oliveira por ter tentado matar Rosângela Aparecida Carpegiani, que era sua esposa, no dia 8 de maio do ano passado. Na ocasião, após uma briga de casal, ela se trancou no banheiro para fugir do companheiro. Ele cortou a mangueira de um botijão de gás e introduzir a borracha por debaixo da porta.
Após o gás se espalhar no banheiro, ele ateou fogo por baixo da porta. A mulher ficou acuada contra as chamas. Ela foi socorrida pelo próprio marido com 22% de seu corpo queimado. Oliveira foi acusado de tentativa de homicídio triplamente qualificado – uso de fogo, dificultar a defesa da vítima e motivo fútil. Mas o advogado de defesa, Paulo Roberto Ramos, argumentou que seu cliente não tinha como intenção matar Rosângela e apresentou atestado de sanidade mental do réu, que atestou que, como na época ele era dependente de crack, não tinha total domínio de suas ações.
Os jurados reconheceram a semimputibilidade de Oliveira e o condenaram por tentativa de homicídio duplamente qualificado. A pena é de quatro anos de reclusão. Oliveira foi preso em flagrante no dia do crime, quando foi ao Pronto-Socorro Central saber do estado de saúde de Rosângela. Desde então, estava preso. O juiz do júri ontem foi Benedito Okuno e o promotor, João Henrique Ferreira.