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Qualidade do ensino avança em SP

Paulo Renato Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Os índices do Idesp e Saresp, divulgados recentemente, comprovam que houve uma melhora generalizada no nível de aprendizado dos 5 milhões de alunos das escolas da rede pública do Estado de São Paulo. Como exemplo, a meta do Idesp foi superada em 9,4%.

Desde que fui secretário da Educação, no governo Montoro, depois reitor da Unicamp e ministro da Educação, a partir de 1995, a luta por melhoria da qualidade de nossa escola pública tem sido minha obsessão. Por isso, acredito que devemos comemorar o avanço alcançado em São Paulo.

Para superar as lacunas na formação dos professores, a Secretaria Estadual da Educação desenvolve, desde 2007, ações voltadas para o apoio ao trabalho do professor, fixação de metas e objetivos de melhoria da qualidade do ensino e oferecimento de estímulos ao aperfeiçoamento.

As primeiras ações se organizam em torno dos programas “Ler e Escrever” e “São Paulo Faz Escola”. Os professores são apoiados com materiais para eles e para os alunos, conteúdo que também serve de base para constantes cursos de aperfeiçoamento e atualização. Nas primeiras séries professores auxiliares ajudam nas tarefas do letramento.

Uma grande inovação é o estabelecimento de metas concretas a serem alcançadas até 2010. Seu mérito está em priorizar a aprendizagem dos alunos. Esse processo alimenta o sistema de “Bônus por Resultados”. Cada escola é comparada com ela mesma e, quanto maior o seu avanço, melhor é o prêmio. Em 2009, 196 mil professores e funcionários receberam o bônus, e metade deles ganhou 2 ou mais salários.

Fortalecemos a carreira e estimulamos o aperfeiçoamento dos professores a começar pela mudança do sistema de ingresso. Após a seleção em concurso público, o professor deve ser aprovado em curso de 4 meses na Escola de Formação de Professores, recém criada. Criamos um exame a que todos os professores temporários devem se submeter. A atribuição de aulas de 2010 no Estado já levou em conta os resultados dessa prova.

A carreira docente foi modificada para tornar-se mais atraente e valorizar o mérito do professor. O primeiro concurso de promoção, que deverá aumentar em 25% os salários de 44 mil professores, teve a participação de mais de 93 mil docentes.

Entre o exame de temporários e o concurso de promoção, mais de 170 mil dos nossos 220 mil professores se submeteram a um exame nos últimos 3 meses. Estudaram e se prepararam para as provas.

Para sindicatos engajados em políticas eleitorais, a verdade parece insuportável: nossas crianças e adolescentes serão as grandes beneficiárias da renovação de conhecimentos, bem como de todas as medidas que visam premiar o mérito e fortalecer nosso Magistério.

O autor, Paulo Renato Souza, é secretário de Educação de São Paulo e deputado federal

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