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Jornalista vai avaliar a atuação dos governos


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Responsável por abrir a série de reflexões sobre o momento vivido pelos países da América Latina, Gilberto Maringoni pretende fazer um panorama dos governos latinos de centro-esquerda, com destaque para o papel desempenhado pela Venezuela de Hugo Chávez nesse processo.

“Quero abordar questões gerais dos governos da América Latina a partir da Venezuela porque ela tem sido tema recorrente nas transformações políticas que o continente está passando, nos últimos 10 anos”, adianta o pesquisador. Para Maringoni, governos como o de Chávez, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correia (Equador) se configuraram como reação às políticas liberais adotadas pelos governos na década de 1990.

“A ideia do debate é refletir a fundo o que esses governos significam. Não resumem-se a um ciclo populista como, normalmente, é transmitido pela grande mídia. Significam, ao contrário, um ciclo muito positivo na afirmação de direitos”, defende. “Você ter um indígena no governo boliviano é um grande avanço; ter um operário dirigindo o Brasil ou um mestiço dirigindo a Venezuela é sinal de novos tempos, uma reação popular que não existia”, completa.

De acordo com o pesquisador, o grande ponto negativo desses governos, principalmente da Venezuela, é a industrialização insuficiente. “Hoje, a Venezuela vive, por exemplo, uma aguda crise econômica, motivada pela crise internacional e queda do preço do petróleo. Eles importam tudo. Mas, assim como aconteceu em outros países latino-americanos, a Venezuela melhorou muito em qualidade de vida, em questões como desemprego e faixas salariais. Não há dúvida de que é uma situação melhor do que o quadro anterior a 1998”, finaliza.

• Serviço

“Perspectivas para a América Latina no Século XXI”, de amanhã até sexta, das 19h30 às 21h30, no SindusCon Bauru (avenida Nações Unidas, 17-45). Mais informações pelo telefone (14) 3227-3524.

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