O entulho da construção civil é um problema para a maioria das cidades não só da região, mas do País todo. Produzido por uma determinada pessoa, ele é problema para os municípios que não estão preparados para dar destinação correta ao resíduo.
Em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), o crescimento da cidade impulsiona a construção civil, que gera os resíduos. São 170 toneladas/dia, quantidade considera absurda pelo diretor do Meio Ambiente do município, Benedito Martins.
“O resíduo urbano é dinâmico e um problema sério. Atualmente estamos lançando em uma erosão, mas este resíduo nos preocupa. Tomamos o cuidado de proteger as áreas de mananciais para não correr o risco de contaminação.”
Martins enfatiza que um projeto bem elaborado poderia dar uma destinação certa ao entulho. “Esse resíduo poderia ser reciclado para ser utilizado em estrada rural, depois de triturado, como base de asfalto. Os agregados como areia e pedra poderiam voltar para a produção. A maioria das cidades ainda joga no solo”, lamenta.
Para ele, o grande desafio dos municípios é dar destinação certa para todos os materiais. “Os resíduos de construção civil são depositados em uma erosão. É preciso que a máquina passe por cima, caso contrário, eles atraem moradores de baixa renda que ficam pegando restos que chegam junto com o entulho. Não raras vezes temos que dispensar essas pessoas, senão o local se torna um lixão.”
Em Lençóis Paulista, segundo Martins, os pneus são recolhidos e enviados para um indústria de pneumática. As pilhas e baterias de celular são recolhidas em 22 pontos da cidade e enviadas para uma empresa que faz reciclagem na cidade de Suzano. “Recolhemos cerca de uma tonelada de pilhas e baterias de (aparelhos de telefone) celular por ano.”