Tribuna do Leitor

Ocorrência: Atropelamento de cachorro nos Altos da cidade


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Relato aqui para possível publicação em coluna deste jornal no tocante a críticas quanto ao atendimento de órgão municipal, onde neste sábado, por volta das 8h, em frente a minha loja, na quadra 24 da rua Rio Branco, ocorreu o atropelamento de um cachorro, que sofreu fratura exposta. Ligando para algumas clínicas particulares não consegui nenhuma que viesse buscar, mesmo informando a minha condição de pagar o possível tratamento ou sacrifício do mesmo, sendo solicitada pelas mesmas que eu levasse o animal, condição esta que eu não tinha  por motivos óbvios de falta de conhecimento técnico e de segurança para fazer este transporte. Após isso, liguei para o Corpo de Bombeiro, que me indicou os telefones do Centro de Zoonoses, inclusive com um número celular de plantonista, onde após duas horas tentando só dava caixa postal e fora de área.

 Ligando novamente para o Corpo de Bombeiros, visto estar o animal agonizando na calçada da esquina da rua Rio Branco, na praça Portugal, foi dado o telefone do Zoológico e Ibama, entidades estas que me atenderam, porem não podiam fazer nada. 

Continuando a minha via crucis, liguei para o jornal, que me indicou o telefone de 2 Ongs que cuidam de animais e também nenhuma me atendeu, demonstrando que numa cidade que muita gente discursa referente à proteção aos animais, mas em fins de semana não pode ocorrer nada, pois os atendimento serão só durante a semana.

 Espero que esse tratamento também a cidade de Bauru não faça com a sua população mais carente. Após 4 horas tentando achar uma solução  e totalmente desanimado e revoltado, consegui uma clínica que veio buscar o animal, onde paguei as despesas ao mesmo para um tratamento ou avaliação de possível sacrifício face às condições em que estava o animal.

 Gostaria de deixar aqui registrado que toda vez em situações que precisamos, principalmente de órgãos públicos, não somos atendidos na forma que era para ser, visto que pagamos sempre em dia os impostos, as taxas e com certeza além do lado humanitário que devia ter, existe a responsabilidade deste órgãos quanto ao atendimento à população.

 Sei que o caso não é tão grave visto tratar-se de ocorrência com animal. Porém, fica muito clara a falta  de sensibilidade das autoridades que devem fiscalizar os órgãos públicos sob sua responsabilidade, retirando da frente do atendimento aqueles funcionários que não cumprem os seus deveres.

Afonso Fábio

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