Entrelinhas

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Da Redação
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• Orelha quente

O assessor da Secretaria de Estado da Educação Rodrigo Pimenta, que esteve na Câmara Municipal ontem para defender a retirada de alunos acima de 12 anos do sistema de transporte escolar fretado em Bauru, deve ter saído do parlamento com a orelha ardendo. Ouviu uma unanimidade contrária em relação ao projeto. Alguns vereadores até se exaltaram.

• Meu filho, não...

Ele próprio, ao responder a uma pergunta do jornalista Aurélio Alonso, do JC, admitiu que se fosse para optar caso seu filho precisasse do transporte público, preferiria mantê-lo em veículo fretado, consequentemente preparado para isso. Ele ressaltou que aquela era uma opinião de sua pessoa, não do profissional e assessor da Secretaria da Educação.

• Cobrou ajuda

O vereador e médico Paulo Eduardo de Souza (PSB) reclamou que só intervenção na Associação Hospitalar de Bauru (AHB) não tem resolvido o problema na instituição. Ele cobrou que a ajuda financeira prometida pelo governo do Estado não tem chegado aos cofres da entidade filantrópica.

• Preço da fatura

A tal ajuda à AHB, citada pelo vereador Paulo Eduardo, é a destinação de R$ 800 mil por mês para recuperar financeiramente o Hospital de Base (HB) e a Maternidade Santa Isabel. Pelos cálculos dele, os dois hospitais públicos precisam de R$ 9 milhões/ano.

• Defesa da casa

O presidente da Câmara, Pastor Luiz (PTB), saiu em defesa da atual legislatura. Ele reclamou que nas gestões passadas os vereadores só se preocuparam em cassar o prefeito e vereadores. Admitiu, porém, sem citar nomes que há na atual legislatura “vereador viciado que só pensa em si”.

• Escritório fica

O escritório do Ibama fica em Bauru, depois de constantes ameaças de fechamento. Em 9 de março saiu no Diário Oficial da União a portaria nº 5 que definiu a reorganização da repartição federal em todo o País. Mas agora o escritório daqui é base avançada, com jurisdição em 78 cidades, possivelmente subordinada a Assis, a cerca de 200 quilômetros.

• Fora da pauta

Pelo menos quatro projetos foram sumariamente tirados da pauta ontem. O motivo é a dificuldade em aprová-los. Da lista há o do vereador Paulo Eduardo que quer obrigar os organizadores de evento público a compensar as emissões de gases do efeito estufa, depois o da doação da rua à Servimed, o de grandes consumidores de água construírem cisterna e o da Política Municipal de Mudanças Climáticas.

• No clima eleitoral

O ex-vereador Primo Mangialardo, presidente municipal do PSC, está distribuindo um panfleto no qual manifesta sua preocupação com a representatividade de Bauru nos parlamentos estadual e federal. Para ele, Bauru tem condições de eleger, com seus 200 mil eleitores, três deputados estaduais e pelo menos um federal.

• As contas do PSC

Pelas contas contidas do panfleto, o PSC pode eleger um deputado estadual com menos de 30 mil votos e um federal com pouco mais de 40 mil votos. Primo é pré-candidato a deputado estadual e toca num ponto que ainda vai dar muito o que falar daqui para frente. As eleições deste ano (presidente, governador, senador e deputados) serão realizadas em 3 de outubro.

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