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Consciência coletiva é caminho para conquistar paz no trânsito, opina vítimas de acidentes e especialistas

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Entender o trânsito de forma global, sem individualismo. Esta é a chave na opinião de quem vivenciou acidente grave, parentes de vítimas e especialista em psicologia do trânsito para reduzir o número de acidentes.

“É uma questão de consciência coletiva. É fundamental o respeito às regras, mas, mesmo assim, podemos sofrer interferência de fatores externos. No meu caso, foi a conservação da pista”, comenta o advogado Eduardo Jannone da Silva, de 32 anos, que ficou tetraplégico após capotamento.

Integrante do grupo Joias Devolvidas, que reúne 20 famílias que perderam jovens integrantes para a “guerra do trânsito”, Solange Castro, que teve um dos filhos morto em acidente há sete anos, observa que, apesar de insistentes campanhas empreendidas pela ONG, o nível de consciência dos motoristas não tem evoluído. “Parece que piorou”, observa. “É menor a constatação do perigo, assim como valorização da vida”, lamenta.

Essa falta de percepção dos riscos ou até mesmo valor ao fato de não matar e não morrer, na opinião da psicóloga Iara Thielen, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é fruto de um comportamento egoísta, muitas vezes ocorrido involuntariamente entre condutores e pedestres.

“Infratores ou não, todos manifestam individualismo”, observa a especialista. “Infelizmente, o referencial é sempre o próprio umbigo”, acentua a psicóloga. “Tudo o que se opõe ao desejo do indivíduo faz com que ele reaja agressivamente”, analisa.

“Contudo, o trânsito é um processo coletivo, tudo repercute no outro”, ressalva. O advogado Eduardo sintetiza, numa frase, o que são veículos utilizados sob a ótica do “cada um por si e Deus por todos”: “Estamos com armas na mão”, afirma.

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