Quando leio cartas como as dos missivistas João Guilherme Ortolan e Márcio M. Carvalho, contrários ao posicionamento do vereador Roque Ferreira, nosso mais atuante e progressista vereador, não vejo porque o prolongamento de tão infrutífero debate. Tudo seria resolvido de forma simples e objetiva, com a resposta que ambos esperavam ler.
Dessa forma, acreditariam estar colocando o vereador numa sinuca. Ocorreria o contrário, pois a cada defesa feita, Roque estaria mais próximo dos seus eleitores e do seu ideal de vida e luta. Assim sendo não vejo problema nenhum na ainda esquerda brasileira assumir publicamente: - todo e qualquer repúdio ao PIG – Partido da Imprensa Golpista, esteja ele onde estiver,
- fazer a defesa do voto não restrito a candidatos bauruenses (uma grande besteira),
- continuar atuando, apoiando e colaborando com o único movimento organizado deste país, o MST e na defesa pelas ocupações de terras ilegalmente ocupadas pelo latifúndio,
- ataque frontal aos mensaleiros e trapaceiros tucanos, petistas, bauruenses e de qualquer outra espécie e natureza,
- a defesa intransigente das Farcs, um legítimo movimento guerrilheiro, aos moldes dos vitoriosos em Cuba, Nicarágua e a outros, por exemplo, como um mexicano, sob a direção do comandante Marcos,
- continuar apoiando Cuba e o modo de vida lá implantado como a única alternativa viável de uma melhoria considerável para a grande massa dos desvalidos, diante do falido e injusto mundo capitalista,
- estar ao lado da atual política externa brasileira, que nunca atuou tão bem, inclusive no caso do Irã, Cuba, protecionismo norte-americano, Mercosul, etc,
- continuar a luta em prol de um país que respeite de fato e de direito os Direitos Humanos,
- a defesa intransigente de o Brasil estar aliado aos movimentos libertários latinos, como os desenvolvidos na Venezuela, Bolívia, Equador, El Salvador, etc,
- lutar para que todos os cruéis crimes cometidos pela ditadura militar tenham seus processos reabertos e consigamos cicatrizar definitivamente essa ferida aberta com nosso passado,
- continuar lutando de forma veemente contra a imposição do agronegócio e do neoliberalismo como únicas alternativas para o desenvolvimento desse país e
- repudio constante ao termo “candidata guerrilheira”, como se pejorativo fosse, pois o que Dilma fez lá atrás só dignifica seu currículo e enaltece sua pessoa.
Estar ao lado disso tudo é algo a tornar qualquer pessoa mais digna, demonstrando estar totalmente vinculado com a luta por um mundo mais digno e humano. Tenho comigo que a esquerda desunida continuará sempre vencida. Admira-me as pessoas que possam hoje se dizer democratas e ter saudades do período militar, reproduzir mentiras de forma repetida pela internet, propagar inverdades históricas, defender minorias abastadas e enxergar tudo caolhamente. Eu, na defesa de tudo explicitado no texto, luto é por um outro mundo, bem diferente deste em que vivo. E assim toco minha vida, sem esconder de ninguém isso tudo.
Henrique Perazzi de Aquino