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Preparação de intérprete é fundamental

Alexandre Padilha
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O instrutor de libras Valdeci Henrique Santana, 42 anos, tem surdez profunda desde seu nascimento e pôde conversar com a reportagem do JC graças à presença da intérprete certificada Valderes Elena Rodrigues. Durante a entrevista realizada no final da tarde de ontem, ficou claro que a eficiência de Val, como é chamada por amigos, faz com que os participantes da conversa sintam-se à vontade por serem compreendidos por todos os demais, especialmente Valdeci.

Enquanto a pergunta era formulada para saber a opinião do deficiente auditivo sobre a presença de intérpretes na sala de aula, Val estava atenta à interrogação e a transmitia com rapidez e convicção, sendo imediatamente entendida por Valdeci.

Com um meio de comunicação muito ágil, Valdeci respondeu que considera importante a presença de intérpretes nas instituições de ensino, mas se preocupa com a qualidade que será apresentada por esses profissionais.

Ele lembrou que passou por dificuldades com intérpretes quando era mais novo e disse que ainda tem problemas durante as aulas do curso de pedagogia, que realiza na Unicol. Segundo ele, os intérpretes que atuam na faculdade deixam de passar informações que são fundamentais para o entendimento das matérias, mas ele não desiste e questiona o que exatamente o professor estava falando.

De acordo com Valdeci, os intérpretes não devem apenas transmitir as ideias principais e resumidas do que é passado pelos professores. Ele afirma que o raciocínio e interpretação são essenciais para o entendimento mais aprofundado das aulas, possibilitando material de qualidade para o estudo, sem diferença entre o que foi captado pelos alunos sem problemas auditivos.

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