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Polícia Federal solicita quebra de sigilos bancários na ‘Odontoma’

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Federal (PF) de Bauru solicitou à Justiça Federal a quebra do sigilo bancário da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) e dos envolvidos na Operação Odontoma, especialmente do então presidente da entidade, Joseph Saab. A ideia é checar junto ao Banco Central a movimentação financeira de cada um deles em todas as instituições em que tinham conta no período investigado.

As informações são necessárias para o inquérito que apura o empréstimo de R$ 16 milhões junto à Caixa Econômica Federal, assim como a aplicação do recurso. A posição do magistrado frente ao pedido, no entanto, não foi divulgada porque o processo corre em segredo de Justiça. Mas logo no início das apurações, o promotor das fundações, José Carlos Carneiro de Oliveira, já havia solicitado a quebra de sigilo bancário, fiscal e patrimonial de Joseph Saab; Marcelo Saab, dentista e filho do presidente; Maria Lúcia Saab, supervisora de serviço de apoio e cunhada do presidente e Vladmir Scarpp, superintendente da entidade.

O pedido foi concedido na esfera estadual em novembro do ano passado. Porém, conforme o JC veiculou, as informações recebidas a partir do pedido e analisadas até agora não trouxeram dados relevantes. A pesquisa, agora, será repetida em âmbito federal, que poderia requerer os dados já apurados pelo Estado.

No entanto, o trâmite burocrático seria o mesmo, se não maior. Atualmente, tanto o Ministério Público Estadual quanto a Procuradoria da República também aguardam o relatório preliminar do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus).

O trabalho visou, especialmente, apurar os procedimentos cobrados da União pelo departamento de bucomaxilo da AHB. A auditoria, realizada em Bauru em meados do ano passado, poderá auxiliar policiais federais e Ministério Público, que investigam se houve duplicidade de documentos para recebimento ilícito do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Odontoma apura esquema de desvio de recursos públicos, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços na associação.

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