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Iamspe: raio X volta a operar em Bauru

Por Rodrigo Ferrari | Com Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A direção do Hospital de Base (HB) encontrou uma solução momentânea para o problema da falta de exames de raio X para os pacientes do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). Desde quinta-feira, os usuários do convênio que necessitam de exames eletivos têm sido encaminhados a uma clínica particular em Bauru.

Conforme o Jornal da Cidade noticiou há duas semanas, o HB precisou suspender a oferta de exames eletivos de raio X para os pacientes do Iamspe, em decorrência da quebra de uma das máquinas (as outras, que funcionavam normalmente, vinham sendo destinadas ao atendimento de urgência e emergência).

Pacientes que buscavam exames eletivos em Bauru eram orientados a buscar o serviço na Santa Casa de Agudos. “Não concordávamos com o fato de os usuários terem de arcar com despesas extras (a viagem até a cidade vizinha), uma vez que temos um contrato em vigor com o HB”, afirma a presidente da Comissão Consultiva Mista do Iamspe em Bauru e região, Idenilde de Almeida Conceição.

De acordo com ela, o serviço prestado pela clínica particular deverá ser custeado pelo HB.

Audiência

Ontem pela manhã, foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal para tratar de questões relacionadas ao atendimento oferecido aos usuários do Iamspe na região de Bauru. O objetivo foi levantar problemas e dificuldades para que sejam revertidos. Cerca de 100 pessoas participaram, inclusive usuários de municípios como Pirajuí, Lençóis Paulista, Macatuba e Barra Bonita. Ainda marcaram presença parceiros como a AHB, além de Elenice Trópico, representante da superintendência do Iamspe, e Sílvio Micelli, presidente da Comissão Consultiva Mista estadual do instituto.

Na oportunidade, ficou definido que Trópico participará em breve, provavelmente na próxima semana, de um encontro em Pirajuí e Lençóis Paulista para discutir a dificuldade de credenciamento de médicos. O objetivo é viabilizar tais credenciamentos para que os servidores dos municípios sejam atendidos na própria cidade. “Também tivemos na audiência a presença do interventor da AHB (Fábio Tadeu Teixeira), que falou das dificuldades pelas quais passa a entidade e da intenção em resolver os problemas. A audiência foi positiva”, avalia Idenilde.

No entanto, de acordo com ela, a principal bandeira dos usuários continua sendo o repasse de verbas pelo governo do Estado de São Paulo. Atualmente, cada servidor (e agregado) paga 2% do salário para dispor do serviço médico, mas não existe uma contrapartida do governo do Estado, como acontece na iniciativa privada. Via contrato de cumprimento de metas, o Estado passou a fazer aportes de R$ 100 milhões por ano, investimento que termina em 2010. “Mas ainda é insuficiente”, explica Idenilde. Segundo ela, o recolhimento mensal total dos usuários é de R$ 460 milhões. A expectativa é que o governo do Estado repasse o mesmo volume de recursos (R$ 460 milhões) a cada 30 dias.

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