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Inflação pelo IGP-10 sobe 1,11% em maio

Folhapress
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São Paulo/Rio de Janeiro - A inflação pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou mais que o esperado em maio, devido a um forte aumento de custos no atacado.

O indicador subiu 1,11 por cento em maio, maior alta desde julho de 2008, ante avanço de 0,63 por cento em abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ontem.

Analistas consultados pela reportagem previam taxa de 0,78 por cento, de acordo com a mediana de 10 respostas que variaram de 0,70 a 1,04 por cento.

Segundo a FGV, o dado inaugura uma nova fase de aceleração da inflação medida pelos IGPs.

“O IGP-10 inaugura uma nova onda de alta inflacionária por conta de alta de commodities e da demanda aquecida em razão da atividade econômica”, disse a jornalistas o economista da FGV Salomão Quadros.

Ele destacou que na construção há vários insumos - como vergalhão, concreto e cimento - subindo em decorrência do aquecimento da economia. “Há altas que não são generalizadas, mas que demonstram um aquecimento do setor que estava parado no ano passado”, acrescentou Quadros.

No primeiro trimestre, os IGPs haviam sido pressionados por alimentos, transportes e educação.

O Índice de Preços por Atacado (IPA) aumentou 1,34 por cento em maio, após avanço de 0,51 por cento em abril.

Os produtos agrícolas aceleraram a alta de 1,22 para 1,65 por cento e os produtos industriais, de 0,32 para 1,24 por cento.

De acordo com a FGV, entre os produtos comercializáveis que mais pressionaram o IGP em maio estão a soja (3,02 para 6,01 por cento) e o minério de ferro (-0,72 para +21,02 por cento).

“Houve um forte reajuste do minério que ainda vai ter desdobramentos. A soja passa por um processo de ajuste de oferta”.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,64 por cento neste mês, ante avanço de 0,80 por cento no anterior, em razão do arrefecimento dos preços do grupo Alimentação, para alta de 1,21 por cento em maio contra 2,58 por cento em abril.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,77 por cento agora, após alta de 1,01 por cento antes.

Quadros avaliou ainda que o ajuste fiscal anunciado na véspera pelo governo vai contribuir para o controle da inflação. “Ajuda mais em termos de formação de expectativas do que em termos de demanda. É um moderador de expectativas.”

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