Cracóvia - As inundações que devastam a Europa Central e já causaram ao menos sete mortes na Polônia, começam a diminuir ontem, mas o governo polônes ainda segue em estado de alerta.
O governo indica que não pretende reduzir o nível de atenção às cheias, pois anteriormente houve sinal de redução do transbordamento do rio Vistula e novas chuvas voltaram a atingir o país.
O sul do país tem sido atingido por tempestades desde o fim de semana passado. Trabalhadores de emergência resgataram moradores e animais, e mais de 2 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.
De acordo com as autoridades locais, o nível das águas em Cracóvia, Sanodmierz e também em outros vilarejos da região começou a diminuir, permitindo que o museu e memorial do campo de concentração de Aushwitz-Birkenau, que abriga os documentos importantes sobre a Segunda Guerra Mundial, fossem preservados
A capital polonesa, Varsóvia, na região norte do país, aumentou o nível de alerta e se prepara para ser atingida já que a correnteza deve trazer um grande volume de água dos rios inundados no sul para o norte do país.
Os temporais na Europa Central começaram no último fim de semana e causam transtornos inundando diversas cidades e isolando pequenas vilas.
Milhares de pessoas já foram retiradas dos locais mais atingidos e falta eletricidade em algumas áreas. As ferrovias em muitos pontos dos países atingidos estão paralisadas e o tráfego dos trens foi redirecionado para outras rotas.
Hungria
Na Hungria, o primeiro-ministro Gordon Bajnai declarou estado de calamidade pública no Condado de Borsod-Abauj-Zemplen, na região nordeste do país, permitindo que o governo compense financeiramente os mais atingidos.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tuskl, viajou para o sul do país, onde se encontrou com residentes do vilarejo de Proszowki, perto de Cracóvia. Os moradores alegaram falta de ajuda do governo.
República Tcheca
A situação também é grave na República Tcheca, onde os níveis dos rios têm subido. O rio Becva já inunda a cidade de Troubky, parcialmente esvaziada.
Na Eslováquia o governo anunciou o envio de 3.700 soldados para ajudar as autoridades locais no resgate e serviços emergenciais após as enchentes.
Os fortes temporais afetam também a Sérvia. O presidente sérvio, Boris Tadic, visitou áreas atingidas no sul do país durante o fim de semana. Tadic solicitou reforços ao governo após duas mortes no último sábado, na cidade de Trgoviste.