Genebra, Suíça - A Organização Mundial da Saúde deu ao Brasil um tento na disputa com a União Europeia sobre acesso à medicação ao adotar ontem uma decisão que cria uma força-tarefa contra remédios falsos e fixa linhas claras entre eles e os genéricos.
O texto foi proposto pelo Brasil na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, e ganhou apoio dos demais países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), dos países do Sudeste Asiático e dos africanos (exceto da Nigéria).
A versão aprovada é mais aguada do que a proposta inicial, mas ainda assim determina que a OMS trate a questão de um ponto de vista da saúde pública, deixando de lado questões comerciais e de propriedade intelectual (patentes).
O Brasil e organizações como a Médicos Sem Fronteira (MSF) criticam a entidade por causar confusão ao tratar da mesma forma remédios genéricos - produzidos segundo as normas sanitárias - e falsificados, o que ecoa a campanha da UE e das farmacêuticas pela manutenção das patentes.