Internacional

Polícia encontra 25 bombas de fabricação caseira na Tailândia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bancoc - A polícia encontrou ontem uma sacola com 25 bombas de fabricação caseira perto da estação de trem BTS, em uma das regiões da capital da Tailândia, Bancoc, marcadas pelos protestos dos manifestantes da oposição, os camisas vermelhas.

Segundo o jornal “The Bangkok Post”, as bombas foram vistas pela primeira vez por civis e voluntários que ajudavam a limpar o local, após o fim de dois meses de protestos. Agentes da unidade de explosivos da polícia retiraram os explosivos do local.

Apesar do clima calmo na cidade, o Centro de Resolução de Situação de Emergência da Tailândia estendeu hoje o toque de recolher até amanhã em Bancoc e outras 23 Províncias.

A medida valerá nas noites de ontem e hoje, das 23h às 4h (13h às 18h no horário de Brasília). O toque de recolher foi imposto inicialmente em 19 de maio, para tentar conter os protestos e distúrbios dos manifestantes da oposição, conhecidos como camisas vermelhas, que ocuparam o centro comercial de Bancoc até sexta-feira passada.

Segundo a agência, a medida visa a manter a ordem depois do dia de caos e violência na sexta-feira, com distúrbios, incêndios em dezenas de prédios e confrontos que deixaram ao menos 15 mortos.

Rotina

Também ontem, o premiê Abhisit Vejjajiva afirmou que Bancoc retomará suas atividades hoje, depois de um fim de semana de limpeza e contabilização dos prejuízos.

Abhisit disse, segundo o jornal, que escolas, ruas e agências do governo serão reabertas aos moradores e turistas.

O premiê, que ficou sob intensa pressão por pouco fazer para acabar com os dois meses de protestos e ocupação dos camisas vermelhas, agora parece comemorar a vitória das tropas governamentais sobre os manifestantes -apesar do saldo de ao menos 84 mortos e 1.800 feridos.

Abhisit defendeu a ação das forças de segurança na operação final contra os manifestantes, na sexta-feira, que forçou a rendição de boa parte dos líderes dos camisas vermelhas.

Antentem, o governo exibiu uma grande quantidade de armas de alto calibre apreendidas dos manifestantes e da ruína do acampamento dos camisas vermelhas em Bancoc.

Abhisit disse ainda na TV que vai manter o “mapa do caminho” para a reconciliação, mas não falou um prazo para as novas eleições parlamentares, a principal exigência dos camisas vermelhas, que consideram seu governo ilegítimo.

Os camisas vermelhas são, em sua maioria, partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe, em 2006.

O bilionário foi acusado de violações graves dos direitos e da corrupção, mas ganhou apoio com suas políticas populistas - a maior parte dos camisas vermelhas vem de áreas rurais ou da classe urbana pobre. Abhisit tem o apoio da classe monarquista e aristocrática, conhecida como camisas amarelas e que protagonizou meses de manifestações pela queda do governo antecessor do atual premiê em 2008.

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