São Paulo - O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSDB), tem até o dia 2 de junho para sancionar o projeto de lei, aprovado na Câmara Municipal, que proíbe o uso de aparelhos celulares e equipamentos semelhantes no interior dos bancos e instituições financeiras.
O texto, de autoria do primeiro-vice-presidente da Casa, vereador Tito Zeglin (PDT), foi aprovado em segundo turno, na semana passada. Os parlamentares de Curitiba querem implantar na capital o exemplo do município de Araucária, na região metropolitana, onde a lei já está em vigor.
Tito Zeglin diz que a ideia é coibir assaltos aos clientes evitando a ação conhecida como “saidinha do banco”, facilitada por pessoas no interior das agências que podem usar o celular e passar informações para criminosos que ficam nas imediações.
Se sancionada a medida, o infrator ficará sujeito à apreensão do aparelho, que será devolvido na saída. Os estabelecimentos ainda podem pedir apoio policial para conter aqueles que não obedecerem à norma. Após sancionada e publicada, a lei tem prazo de 90 dias para entrar em vigor. As agências terão que fixar placas indicando a proibição aos clientes.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, a proibição do uso do celular, somada à colocação dos biombos nos guichês dos caixas e à instalação de vidros blindados nas portas das agências, contribui para a segurança dos clientes.
Além disso, segundo ele, são necessárias outras medidas como transferir as portas giratórias para a parte frontal das agências.