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Lei não justifica faixa do PV sem Marina no lançamento de Gabeira

Folhapress
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Rio - A versão do PV para o sumiço do nome de Marina Silva na festa de lançamento do pré-candidato verde ao governo do Rio, Fernando Gabeira, não encontra respaldo na legislação eleitoral.

No domingo, aliados do deputado - que também é apoiado pelo presidenciável José Serra (PSDB) - orientaram militantes a tapar o nome dela em faixas e cartazes.

Ontem, Marina alegou que a medida teria sido tomada por cautela, para evitar multa por campanha antecipada.

“Não tem nada a ver com política”, disse, em entrevista à Rádio CBN. “Foi uma orientação de quem entende da legislação e não quer extrapolar, como estão extrapolando aí a torto e a direito”.

A explicação foi derrubada por especialistas na lei eleitoral, que não consideram propaganda antecipada a exposição do nome de pré-candidatos em reuniões partidárias em ambiente fechado.

O juiz responsável pela fiscalização eleitoral no Rio, Paulo César Vieira de Carvalho, confirmou a interpretação: “Não há propaganda antecipada. O evento era do PV e ela é pré-candidata do partido. Na parte interna, não havia problema algum com as faixas de apoio.”

Uma semana antes, o nome de Gabeira havia aparecido em diversas faixas na festa de pré-candidatura de Marina, numa casa de shows em Nova Iguaçu (RJ). O evento foi acompanhado por fiscais do TRE, que não viram qualquer irregularidade.

Além do incidente com as faixas, o deputado ainda omitiu o nome da aliada em seu discurso no domingo. Serra foi citado uma vez. Por acordo de bastidores, nenhum dos presidenciáveis compareceu à festa.

Ontem, Marina e Gabeira passaram o dia tentando negar problemas na aliança. A presidenciável afirmou que a coligação do deputado é “muito delicada”, por reunir os partidos serristas PSDB, DEM e PPS, mas disse estar certa de que ele a apoia.

Gabeira repetiu a versão ao ser cobrado por eleitores no Twitter, afirmando que a polêmica estaria “resolvida”.

Apesar do esforço dos pré-candidatos, integrantes da campanha de Marina manifestaram desconforto com a censura às faixas.

Em rota de colisão com Gabeira, o coordenador da campanha de Marina, Alfredo Sirkis, ironizou o noticiário sobre as faixas vedadas.

“Freud explica. Em termos freudianos, é a volta do sublimado. Você sublima uma pessoa e no dia seguinte ela reaparece nos jornais”, disse ele, que não compareceu à festa do aliado.

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