Internacional

Colômbia denuncia complô contra a eleição presidencial


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Bogotá - O governo da Colômbia denunciou ontem uma conspiração de um importante jornal norte-americano para afetar suas eleições presidenciais com a publicação de um testemunho que liga o irmão do presidente Álvaro Uribe a um grupo paramilitar. O vice-presidente Francisco Santos disse que a denúncia, publicada no The Washington Post, tenta desacreditar Uribe, que tem alta popularidade principalmente pelo combate à guerrilha esquerdista e aos paramilitares de ultradireita, e cujo sucessor será eleito em 30 de maio.

O funcionário afirmou que a denúncia também pretende afetar o candidato do governo, Juan Manuel Santos, que foi ministro da Defesa de Uribe e é seu primo. Juan Manuel Santos, que ocupa o primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, é considerado herdeiro político de Uribe e prometeu dar continuidade a suas principais políticas, incluindo as de segurança.

O The Washington Post publicou o testemunho do oficial retirado da Polícia Nacional da Colômbia Juan Carlos Meneses, que relaciona Santiago Uribe a um grupo paramilitar que operou nos anos 1990 no departamento de Antioquia e ao qual são atribuídos vários assassinatos. “Há algo bastante, bastante raro, muitas coincidências sobre o que está ocorrendo para afetar o processo eleitoral, eu não tenho a menor dúvida de que tudo isso que está saindo tem uma intenção política”, disse o vice-presidente Santos.

“Não tenho a menor dúvida de que isto parte de uma conspiração para afetar o resultado eleitoral, aqui qualquer bandido sai a dizer qualquer coisa em determinado momento e acredito que está bastante amarrado, coordenado para afetar um dos candidatos”, disse. A denúncia de Meneses surge a poucos dias das eleições presidenciais, nas quais Santos enfrenta um duelo acirrado com o candidato do Partido Verde e ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus.

Ataque Farcs

Nove soldados morreram ontem em combates entre a guerrilha Farc e soldados da Marinha que realizavam uma operação no sul do país, segundo a instituição. Na hora do incidente, os militares avançavam pela selva com o objetivo de sitiar o acampamento das Farc perto da localidade de Solano, no Departamento do Caquetá. A Marinha pretendia evitar que os guerrilheiros cometessem atentados durante a eleição.

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