Um está em sua primeira eleição e o outro já tem experiência de ter participado de dois pleitos. O advogado Kláudio Coffani Nunes e o ex-treinador da seleção feminina de basquete e ex-secretário Municipal de Esportes na gestão Tuga Angerami, Antônio Carlos Barbosa, são os bauruenses do Partido Democrático Trabalhista (PDT) para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (AL) e para a Câmara dos Deputados, em Brasília, respectivamente. Dando continuidade à série de entrevistas de candidatos da cidade, a partir das chamadas dobradinhas, o Jornal da Cidade recebeu a dupla em seu espaço Café com Política, na última quinta-feira.
O cenário que os candidatos vão encontrar na disputa é o seguinte: O PDT apoiará a pré-candidata petista à presidência, Dilma Roussef. Em São Paulo, a legenda indicará o vice-candidato ao governo, que comporá a chapa com Aloízio Mercadante. Major Olímpio é o nome apontado pelo partido. A definição sai no próximo mês.
Em Bauru, Barbosa, sobrinho do ex-prefeito Nicola Avalone Júnior, afirmou que entrará na campanha para deputado federal como se fosse a sua primeira disputa eleitoral. “Desde a legislatura do Tuga Angerami não tivemos essa representatividade. E pelo meu histórico de vida, de atividades não só em Bauru mas em todo Brasil, vejo que tenho condições de me candidatar, tenho os pré-requisitos”, pontua.
Ele destaca que nas eleições de 2006, quando pleiteou uma vaga na assembleia, estava competindo no Mundial de Basquete com a seleção e não se dedicou ao pleito. “E ninguém vota em candidato a vice”, observa, se referindo às eleições municipais passadas, quando integrou a chapa de Rosa Izzo como vice. “Por isso, é minha primeira candidatura para valer”, diz.
Já Coffani destaca que é a primeira vez que participa da política partidária. “Venho de uma família dedicada à causa pública, apesar de ninguém ser ligado a alguma legenda. Mas sempre atuamos muito junto á comunidade e à igreja católica”, observa.
Defensor de causas ambientais desde a década de 1980, Coffani também participou do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e da Rede Mata Atlântica. “E isso tudo me fez apresentar o meu nome à sociedade. Há uma necessidade de representação”, observa.
Barbosa é um dos defensores de candidaturas regionalizadas. Para ele, os candidatos deveriam permanecer próximos à população. “Além de terem o conhecimento de problemas regionais para buscar soluções, estão aqui. Por isso, vou centralizar minha campanha em Bauru e cidades num raio de 50 quilômetros”, observa.
Porém, o esportista deixou claro que não pretende fugir de discussões importantes do cenário nacional como a cobrança de royalties do pré-sal e a reforma tributária. Além disso, ele afirma que auxiliará na busca de recursos para a cidade. “Hoje vemos a Estela (Almagro, vice-prefeita) fazendo um esforço muito grande para isso. E na verdade, esse papel poderia ser desempenhado por um deputado”, observa.
Coffani observa que na assembleia buscará a articulação política pela cidade. “O representante no Legislativo tem como funções a de legislar, ou seja, criar leis que beneficiem a população e fiscalizar o Executivo. Porém, essas práticas são camufladas pelo principal que é a articulação dos poderes e de estratégias de desenvolvimento regional e fomento dos setores produtivos vocacionais das regiões”, observa.
Por isso, ele defende que quem se propõem a defender a sociedade deve efetivamente se colocar á disposição da população e assumir essa postura. “A demanda é múltipla e complexa. E já faço isso espontaneamente, como muitas outras pessoas, mas a política partidária te dá um respaldo e te permite ser uma caixa de ressonância dos interesses da população”, afirma.
Propostas
O plano de propostas de Barbosa é baseado em educação, esporte e cultura. “Hoje, a grande discussão em Bauru é o toque de recolher ou de acolher o adolescente. Mas isso se deve porque não temos uma política voltada aos jovens. Temos que integrar esporte, cultura e educação. A criança tem que ter escola o dia todo e lá ser oferecido tudo isso. E os pais também deveriam ter oportunidade de frequentar a escola também, com ações voltadas para eles”, ressalta.
Ele argumenta que no Estado de São Paulo, 40% das escolas não possuem quadras esportivas. “E em Bauru, a última grande instalação esportiva foi em 1992”, recorda.
Já Coffani, defende o tripé do desenvolvimento sustentável. “Lutar para estruturar uma sociedade economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente responsável”, observa. Ele defende o protagonismo do Estado em gerar e distribuir renda, em ações de segurança pública e em saúde.
Porém, uma de suas lutas já está definida: a de trazer a Capital do Estado para Bauru. “Temos que tirar vantagem da posição estratégica da cidade no Estado, esse diferencial de Bauru ser o coração de São Paulo. Por que não trazer a Capital para o Interior? Vamos começar uma grande campanha nesse sentido”, ressalta.