Internacional

Pior vazamento de petróleo dos EUA chega a 40 dias sem fim


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Nova Orleans - O pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos chegou ontem a 40 dias, com habitantes da região do Golfo agarrando-se à esperança de que a complicada operação da BP vá conseguir controlar bem a situação.

A operação começou na quarta-feira e envolve colocar materiais sólidos, como tiras de borracha e bolas de golfe, para tentar “entupir” o poço.

A lama jogada desde quarta-feira não conteve o vazamento, mas em alguns momentos reduziu o fluxo.

A operação da BP não deu impediu a saída do fluxo de petróleo e a empresa está avaliando como continuar com ela ou se tentará outra coisa, disse o diretor de operações, Doug Suttles.

“Eu não acho que o volume de petróleo que está saindo tenha mudado”, disse ele em entrevista à imprensa. “Só de observar, não acreditamos que tenha mudado”.

Um técnico envolvido na operação informou que o procedimento foi interrompido ontem e que estão sendo feitos ajustes para a retomada. A empresa informou que não irá comentar as afirmações do técnico.

O presidente da BP, Tony Hayward, disse que a estratégia, nunca antes testada numa profundidade tão grande quanto a do poço no Golfo do México - 1.500 metros -, está seguindo “de acordo com os planos”.

Ele afirmou, porém, que possivelmente somente hoje será possível saber se a tentativa de conter o vazamento foi ou não bem sucedida.

O presidente Barack Obama e o diretor-executivo da BP, Tony Hatward, visitaram seperadamante a região costeira do Golfo na última sexta-feira, tentando lidar com uma crise que afeta a credibilidade tanto do governo norte-americano quanto da BP.

Obama enfrenta críticas às quais responde vagarosamente em relação à catástrofe ambiental no Golfo do México e garantiu aos moradores da região durante sua visita de cinco horas que eles “não vão ser deixados para trás”.

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