Bairros

Balões, fogos e fogueiras podem estragar a festa

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

“Pula a fogueira, iaiá! Pula a fogueira, ioiô! Cuidado para não se queimar, olha que a fogueira já queimou o meu amor!” A composição de João Bastos Filho e Getúlio Marinho relata uma das mais típicas brincadeiras de festa junina e também seus riscos. Isto porque, embora tradicionais, fogueiras e fogos de artifício não são recomendados pelo Corpo de Bombeiros de Bauru.

“A gente sabe que é difícil argumentar e ir contra algo que é uma tradição, mas as pessoas devem ter ciência do risco que a brincadeira pode causar. No caso das fogueiras, por exemplo, são perigosas para crianças, podem causar incêndios e, além de tudo, soltam toxinas que afetam as pessoas próximas”, alerta Cláudio Augusto Antunes da Silva, tenente do Corpo de Bombeiros de Bauru.

E já que não adianta proibir, uma recomendação, segundo ele, é fazer fogueiras pequenas, em locais isolados do resto do ambiente. Na hora de acendê-la também é preciso cautela, uma vez que para isso é preciso usar combustível. “A pessoa deve estar em sã consciência, porque acender uma fogueira é algo difícil, imagine sob o efeito de álcool”, argumenta.

Já os fogos de artifício lideram o ranking de acidentes ocorridos no período de junho e julho. Em alguns casos, a gravidade é tamanha que pode chegar à necessidade de amputação de membros.

“Embora pareçam inofensivas, as bombas são muito perigosas, especialmente nas mãos de crianças. O ideal é não utilizá-las. Se for impossível resistir, recomenda-se que a pessoa se oriente com o vendedor da bomba sobre como soltá-la e o local adequado para isso”, explica o tenente.

Ele destaca que, no caso das crianças, somente bombas sem explosão, como os tracks e de luz, e, ainda assim, acompanhadas de perto por um adulto.

No caso dos famosos balões, embora a prática seja pouco frequente na cidade, não tem negociação. Isto porque são movidos a fogo e impossíveis de ser controlados. Desta forma podem cair em propriedades públicas ou particulares e causar incêndios. “Soltar balão é crime. Não tem um jeito mais ou menos seguro para isso”, frisa o tenente.

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Interdição

Quem pretende transformar a rua onde mora em um verdadeiro arraiá é preciso antes pedir a autorização da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

Isto porque, devido ao grande número de solicitações feitas no período, a Emdurb precisa, antes de conceder o aval, analisar questões do sistema viário e transporte coletivo.

Os interessados devem procurar o estande da Secretaria de Planejamento (Seplan), no Poupatempo (avenida Nações Unidas, 4-44), munido de uma carta de anuência dos moradores, que devem estar de acordo com a interdição da via. Após a análise, a Seplan encaminhará o documento à Emdurb, que será responsável pela permissão de interdição da via.

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