Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Sem a fumacinha

O secretário de Cultura, Pedro Romualdo, que também é presidente do PSB, tentou ontem uma reação política diante da iminência de sua queda. Buscou apoio no vereador da legenda, Paulo Eduardo de Souza, e em alguns militantes representativos. Mas sua situação é difícil. O prefeito Rodrigo Agostinho disse ontem ao JC que “ainda não há fumacinha branca”, numa referência ao famoso conclave de bispos para escolha do novo papa.

• Corrida ao trono

Rodrigo deverá ter uma conversa com Romualdo ainda hoje ou, no mais tardar, amanhã. Ontem o prefeito recebeu inúmeras ligações de pessoas interessadas em ser ou indicar o novo secretário de Cultura. Ele teve até de desligar o aparelho celular. Depois, foi a um casamento. O prefeito lamentou ter de se desfazer de um colega de equipe, mas vê a situação como insustentável.

• Toaletes disputados

Incrível! Surgiram mais dois pais para a ideia dos banheiros químicos nas feiras livres. Depois de Renato Purini (PMDB) e de Chiara Ranieri (DEM), agora os ex-vereadores Catarina Carvalho e José Eduardo Ávila dizem que a concepção original foi deles. Ávila tem até fotos do toalete móvel, como se vê logo abaixo, na região onde é hoje a feira do rolo, no começo da Gustavo. Foi em 1997.

• Esqueceram de mim 2

Catarina Carvalho, por sinal, reclama também a ideia original do Poupatempo, na época em que foi vereadora. O órgão era chamado de Central de Atendimento ao Público, programa do então governador Mário Covas. “Há quase uma década, fui lá e iniciei os apelos para ter um desses em Bauru, mas esqueceram de mim...”, disse a ex-vereadora.

• Paternidade irrelevante

De qualquer forma, é o que dissemos ontem: não há problema algum em descobrir ou não a paternidade neste caso. Importante é que atitudes dos representantes do povo se revertam em benefícios, ainda que simples, como este, dos banheiros químicos, em um evento público. Os usuários aguardam as providências do poder público.

• Batra se apresenta

A Bauru Transparente (Batra) ultima os preparativos para atuar efetivamente em defesa da transparência e, acima de tudo, do zelo pelo dinheiro e atos públicos. Na semana que termina, os dirigentes da ong estiveram com o presidente da Câmara Municipal, Pastor Luiz (PTB), para apresentar a entidade. Nas próximas sessões da Câmara talvez seja possível observar a presença da Batra na galeria e nos corredores.

• Sociedade se mobiliza

Sabemos que outros grupos de cidadãos conscientes e ávidos por mudanças estão se movimentando para se organizar em entidades de defesa da cidadania. Quem não se lembra da Adeciba - Associação de Defesa da Cidadania. Teve vida não muito longa, mas foi ousada na tentativa de mobilização da sociedade civil. Que venham muitas Batras e Adecibas. Só assim a política mudará!

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