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Padarias são autuadas por não exibir preços

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Na manhã de ontem, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), órgão vinculado à Secretaria da Justiça, reuniu representantes de panificadoras do Estado de São Paulo para discutir o resultado da “Operação Padoca Legal”, que autuou 60% das padarias visitadas no Estado por apresentar irregularidades. De acordo com o site do Ipem, das 202 padarias fiscalizadas, 121 apresentaram erros quantitativos em produtos próprios.

No topo do ranking estão autuações para as padarias que não deixam à mostra o preço do pão francês por quilo, as que possuíam produtos próprios embalados com menor quantidade em relação ao peso indicado e a falta de indicação de peso também desses produtos artesanais.

Evaristo Gonzalez, presidente do Sindicato dos Panificadores de Bauru, participou do evento e justificou as infrações mais cometidas. “Muitos estão desatualizados e esquecem que é lei colocar o preço do quilo do pão francês. Outros têm problemas com o peso de produtos próprios. Isso acontece porque esses produtos artesanais diminuem de peso de um dia para o outro, não são como produtos industrializados.”, explica.

Solução

Gonzalez revelou duas medidas adotadas pelo Ipem, durante o encontro, para reduzir drasticamente esse índice. “A primeira medida seria a produção de cartilhas educativas para serem distribuídas aos panificadores. A segunda seria produzir um calendário com as datas de inspeção do Ipem”.

Em nota, o Ipem informou que vai elaborar a cartilha educativa com a regulamentação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para produtos pré-medidos, ou seja, aqueles que são pesados e medidos sem a presença do consumidor e balanças, além de oferecer workshops sobre o tema.

Para o caso específico de “diminuição do peso”, Cássio Luciano Barbosa, presidente da Associação da Indústria de Panificação, informou que antes de encaminhar a proposta da produção das cartilhas ao Inmetro, eles pedirão um estudo mais amplo ao Instituto do Desenvolvimento de Panificação e Confeitaria para medir o nível de perda de peso dos produtos.

“Para pedir mudanças nas regras e maior margem de tolerância na fiscalização, é preciso saber quais são esses produtos e conhecer o comportamento deles. Se perdem peso, quanto e como perdem? Por causa das diferentes temperaturas, em que regiões perdem mais ou menos peso?”, questionou o empresário.

O presidente do sindicato de Bauru defende que as futuras soluções podem ajudar os proprietários de padarias, já que muitos estão desatualizados. “Eu acredito que com a cartilha e a orientação do sindicato esse índice vai diminuir muito. As autuações feitas pelo Ipem evitam conflitos entre o proprietário e o consumidor que deve reivindicar seus direitos”, ressalta.

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Fiscalização aprovada

Para Alexandre Módolo, sócio-proprietário de uma padaria de Bauru, a atuação do Ipem nessa fiscalização é muito importante. “Como nós somos uma empresa correta, é importante que as outras também estejam porque manter uma empresa gera custos e nem toda padaria se preocupa com isso”, enfatiza Alexandre.

Mas o empresário justifica que o gasto investido na empresa implica no respeito dos clientes. “Tudo o que investimos para manter nossa padaria em ordem retorna em maior satisfação e, consequentemente, mais clientes começam a frequentar o estabelecimento”.

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